Mercados hoje: guerra no Oriente Médio continua no foco e petróleo segue em alta, acima de US$ 80 o barril
Bom dia!
A quarta-feira (4) começa com um humor dos investidores um pouco melhor após a queda generalizada das bolsas no mundo e da subida do dólar. Os mercados reagiram ontem à escalada da guerra no Oriente Médio, com as ameaças do Irã de fechar o Estreito de Ormuz, por onda passa um quinto do petróleo global. O dia também está cheio de indicadores. Na agenda dos EUA, saem dados de emprego privado pela ADP, que são vistos como uma prévia do “payroll”, o relatório de emprego oficial, que sai na sexta-feira (6). O Federal Reserve (Fed, o banco central americano) divulga ainda o seu Livro Bege, com dados de atividade regionais, o que pode fornecer pistas sobre a visão da autoridade sobre os rumos dos juros.
Enquanto você dormia…
- Lá fora, os investidores monitoram a escalada de tensões no Oriente Médio e seus possíveis impactos sobre o petróleo e a inflação global. Os futuros das bolsas de Nova York mantêm-se em leve alta, indicando recuperação parcial após as quedas de ontem: às 7h20, o S&P 500 futuro tinha alta de +0,16% e o Nasdaq futuro seguia no mesmo ritmo com +0,16%.
- Na Europa, os principais índices operam em alta nesta manhã. O Stoxx 600 sobe +0,74%.
- Na Ásia, as bolsas asiáticas fecharam em queda. O índice Nikkei, da bolsa de Tóquio, terminou com recuo de -3,61%. O Hang Seng, de Hong Kong, caiu -2,01%.
- O índice dólar (DXY) opera em queda de -0,21% aos 98,82 pontos. O petróleo Brent sobe mais +1,24% para US$ 82,41 o barril. O rendimento da Treasury de 10 anos tem leve alta para 4,075% ao ano.
Destaques do dia
- A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter “controle total” sobre o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado globalmente.
- A reação mais imediata apareceu na commodity: o petróleo avançou nos mercados internacionais, reacendendo preocupações sobre inflação global.
- E daí? Petróleo mais caro tende a beneficiar firmas do setor de energia e pressionar expectativas de inflação. No Brasil, petroleiras como Petrobras, que divulga seu balanço amanhã, e companhias ligadas à cadeia de óleo e gás tendem a se manter no radar.
Giro pelo mundo
- Estreito de Ormuz fechado: declaração da Guarda Revolucionária do Irã sobre controle do Estreito de Ormuz elevou o risco geopolítico e impulsionou o petróleo.
- Dados dos EUA no radar: investidores aguardam ADP de emprego e o Livro Bege do Fed para calibrar expectativas sobre atividade e juros.
Giro pelo Brasil
- Compulsório liberado: o Banco Central liberou cerca de R$ 30 bilhões em compulsório em 2026 para ajudar bancos a recompor o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), após efeitos ligados ao caso Master.
Giro corporativo
- Reestruturação no GPA: a companhia contratou o escritório Munhoz Advogados para auxiliar na reestruturação de sua dívida.
- Investimento na Raízen: a Shell pretende investir cerca de R$ 3,5 bilhões na firma no Brasil, segundo o CEO da companhia. A Raízen é uma joint venture entre a firma holandesa e a brasileira Cosan.
Agenda do dia
- 09:15 — Relatório ADP de emprego (EUA): indicador antecede o payroll e ajuda a medir o ritmo do mercado de trabalho.
- 10:45 — PMI composto final (EUA): termômetro da atividade econômica.
- 11:00 — ISM de serviços (EUA): setor representa a maior parte da economia americana.
- 16:00 — Livro Bege do Fed (EUA): relatório qualitativo sobre atividade econômica e inflação nos distritos do banco central.
Ótima quarta-feira e bons negócios!
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Esta notícia foi originalmente publicada em:
Fonte original
Autor: Sérgio Tauhata
