Montanha de dinheiro: caixa da Berkshire alcança recorde de US$ 397 bilhões
A reserva de caixa da Berkshire Hathaway atingiu um patamar histórico, chegando à marca de US$ 397 bilhões no primeiro trimestre sob a gestão de Greg Abel como CEO.
A Berkshire divulgou os dados antes da primeira conferência anual com Abel à frente do evento, substituindo Warren Buffett. O evento ocorre neste sábado (2), em Omaha, nos EUA. O destino do enorme caixa do grupo certamente será um dos temas do encontro.
Após uma leve queda no fim do ano passado, o volume de liquidez do conglomerado saltou nos primeiros três meses de 2026. O movimento foi impulsionado pela venda líquida de US$ 8,1 bilhões em ações no período, conforme revelado em balanço enviado aos órgãos reguladores neste sábado. Ao final do trimestre, o caixa líquido disponível da companhia somava cerca de US$ 380 bilhões.
Abel, que assumiu o comando este ano em substituição ao lendário investidor Warren Buffett, também retomou o programa de recompra de ações, garantindo um retorno aos acionistas pela primeira vez em mais de um ano. A Berkshire desembolsou US$ 234,2 milhões para recomprar os próprios papéis no período.
O “Efeito Abel” e o desafio do mercado
Os resultados mostram os primeiros passos de Abel para deixar sua marca na Berkshire, embora o mercado ainda demonstre certa hesitação quanto ao novo comando. Antes sinônimo de retornos consistentes acima da média, as ações do conglomerado — avaliado em US$ 1 trilhão — têm ficado para trás em relação aos índices do mercado desde que Buffett anunciou sua aposentadoria e passou o bastão para Abel, há um ano.
O novo CEO já havia declarado anteriormente que, em conjunto com Buffett, identificou que o valor intrínseco das ações da firma era superior ao valor de mercado, o que motivou a retomada das recompras. Até o fechamento desta sexta-feira, os papéis da Berkshire acumulavam queda de 5,9% no ano.
Desempenho operacional em alta
Apesar da pressão sobre as ações, os números operacionais mostram solidez:
- Lucro operacional: atingiu US$ 11,35 bilhões, uma alta de quase 18% na comparação anual.
- Setor de seguros: o lucro com subscrição (underwriting) saltou para US$ 1,7 bilhão, avanço de 29%. O resultado do ano anterior havia sido prejudicado por perdas relacionadas aos incêndios florestais em Los Angeles.
Em uma mudança estratégica de portfólio, Abel decidiu vender as participações acionárias que eram geridas por Todd Combs, ex-responsável pela análise de ações da Berkshire, conforme noticiado pelo Wall Street Journal no mês passado. Em dezembro, o JPMorgan Chase anunciou a contratação de Combs para um cargo de consultoria de investimentos.
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Esta notícia foi originalmente publicada em:
Fonte original
Autor: Bloomberg
