Ethereum prepara nova fase com foco em privacidade e computação quântica
O ethereum (ETH) mudou algumas de suas prioridades – e está caminhando para uma nova fase de maturidade, como dizem seus desenvolvedores. A novidade foi anunciada nesta semana por Vitalik Buterin, cofundador do projeto, nas redes sociais.
No geral, a blockchain da segunda maior criptomoeda do mercado vai dar mais atenção à segurança contra computadores quânticos, aumentar sua capacidade de processamento sem provocar uma explosão de custos e colocar a privacidade entre as prioridades, entre outras mudanças.
“Ethereum será seguro contra computadores quânticos. Ethereum colocará a privacidade dos usuários em primeiro lugar. Ethereum será seguro. Ethereum será resistente à censura. Ethereum terá alto desempenho e será escalável”, resumiu Buterin.
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Computação quântica
Para enfrentar o avanço da computação quântica, o projeto pretende adotar tecnologias de criptografia capazes de resistir a computadores quânticos. É um papo meio técnico, mas, basicamente, a ideia é trocar parte dos mecanismos usados hoje para proteger as transações por alternativas preparadas para uma tecnologia que, no futuro, pode ser capaz de quebrar alguns dos sistemas atuais.
Aliás, não é só a segunda maior cripto do mercado que está de olho nisso. Os desenvolvedores do bitcoin também já discutem como preparar a rede para esse cenário, enquanto firmas do setor, como a Coinbase, criaram grupos para estudar o assunto.
Mais rapidez
A escalabilidade – termo usado para falar da capacidade de uma rede de processar mais operações sem aumentar demais os custos – também ganhou novas abordagens. Em vez de tentar fazer com que todas as atividades do ethereum sejam processadas da mesma maneira, a proposta é criar mecanismos especializados, capazes de lidar de forma mais eficiente com grandes volumes de operações.
A ideia é aplicar essas soluções a atividades que já movimentam muitas transações, como transferências de tokens e swaps, e também a aplicações que podem crescer no futuro.
Um tiquinho a mais de privacidade
Buterin disse que a privacidade virou uma prioridade de “primeira classe”. Como a rede vai fazer isso? O papo aqui também é meio técnico, mas, basicamente, o projeto pretende desenvolver mecanismos que ajudem a proteger mais as informações sobre como os usuários interagem com a blockchain, sem abrir mão de ferramentas capazes de demonstrar que os fundos são legítimos.
Essa questão vem sendo bastante debatida no mercado cripto. Isso porque, embora as criptos tenham surgido com a promessa de dar mais autonomia e privacidade aos usuários, a entrada delas no mercado monetário tradicional aumentou a pressão por identificação, rastreamento e compliance. É nesse contexto que projetos focados em privacidade ganharam espaço no mercado.
Mudanças na máquina dos contratos inteligentes
Outro ponto que pode mudar é a própria EVM (Ethereum Virtual Machine), a máquina responsável por executar os contratos inteligentes – os programas que rodam automaticamente na blockchain.
Buterin diz que a rede pode, no futuro, aproveitar arquiteturas mais modernas para tornar sua execução mais simples e eficiente. Uma das possibilidades levantadas é transformar a EVM em uma espécie de camada intermediária.
Leia também
Veja as cotações das principais criptomoedas às 7h30.
Bitcoin (BTC): -0,24%, US$ 64.061,35
Ethereum (ETH): +1,39%, US$ 1.910,61
BNB (BNB): +1,09%, US$ 613,37
XRP (XRP): +1,89%, US$ 1,02
Solana (SOL): -1,18%, US$ 76,71
Outros destaques do mercado cripto
Tokenização nos bancos. A blockchain está cada vez mais dentro dos bancos. A OpenAssets, firma de infraestrutura para ativos digitais, anunciou uma parceria com o Itaú para avançar no uso de tokenização no mercado de capitais brasileiro. A iniciativa faz parte de um projeto-piloto da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados monetário e de Capitais (Anbima), que testa o uso da tecnologia cripto em etapas como emissão, negociação e liquidação de ativos, incluindo debêntures e fundos de investimento.
Dividendo cripto na mira do BC. O Banco Central está de olho no staking – processo de deixar criptos em uma blockchain para receber rendimentos, algo parecido com os dividendos pagos por firmas. No Blockchain.RIO, evento sobre cripto que está acontecendo nesta semana no Rio de Janeiro, o auditor e head de unidade do BC, Nagel Paulino, afirmou que o tema costuma aparecer nas consultas públicas, mas ainda não foi endereçado e deve voltar à pauta do regulador.
Nasdaq avança nas criptos. A Nasdaq deu mais um passo para entrar de vez no universo dos ativos digitais ao anunciar a compra da LeveL Markets, uma das maiores plataformas alternativas de negociação dos EUA. A aquisição reforça a estratégia da bolsa de criar mercados tokenizados e que funcionem 24 horas por dia, aproximando o mercado tradicional das tecnologias usadas pelas criptos. Os valores da operação não foram divulgados.
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Esta notícia foi originalmente publicada em:
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Autor: Lucas Gabriel Marins
