Suzano (SUZB3): XP avalia resultados do 1T26 como abaixo do esperado, com destaque negativo para Ebitda
A XP Investimentos avalia que a Suzano (SUZB3) teve um primeiro trimestre de 2026 (1T26) abaixo do esperado, com lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de R$ 4,6 bilhões, 9% menor do que esperado. Para a corretora, o desempenho refletiu volumes sazonalmente mais fracos em celulose e papel, parcialmente compensados por um resultado de custos melhor do que o antecipado, especialmente na divisão de celulose.
Em relatório, os analistas Lucas Laghi, Guilherme Nippes e Fernanda Urbano destacam que o Ebitda de celulose recuou 15% em relação ao trimestre anterior, puxado por envios menores, queda de 17% ante o trimestre anterior, impactados principalmente por paradas de manutenção ao longo do período. Eles acrescentam que a valorização do real também pressionou os números, mesmo com preços de celulose mais firmes em dólar, com alta de 4% ante o trimestre anterior.
Em papel, a XP destacou resultados mais fracos, com Ebitda 14% menor ante o último ano. Os analistas atribuem o movimento a volumes menores e cita, em especial, o desempenho de embalagens nos Estados Unidos.
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Para os próximos trimestres, a XP espera uma melhora sazonal dos volumes a partir do segundo trimestre de 2026, mas aponta que a valorização contínua do real e um momento mais fraco dos preços de celulose seguem como ventos contrários, “em meio a sinais de um possível pico do ciclo na China”. Ainda assim, a XP manteve visão de assimetria positiva de valuation (valor do ativo), citando yields de fluxo de caixa livre (FCF) acima de 12% em 2026-2027, que considera atrativos mesmo sob premissas conservadoras.
Entre os destaques monetários, a XP observou que a alavancagem medida por dívida líquida sobre Ebitda avançou em relação ao trimestre anterior para 3,3 vezes em dólar. A leitura é que a mudança refletiu menor geração de Ebitda por sazonalidade e pela valorização do real.
O fluxo de caixa livre foi negativo em R$ 0,7 bilhão, impactado por menor Ebitda, maiores pagamentos de juros e consumo de capital de giro, com compensação parcial de menores impostos em caixa. O capex somou R$ 3,2 bilhões, alta de 10% ante o trimestre anterior, com maiores desembolsos com terras e ativos florestais, incluindo pagamentos relacionados a contratos de madeira em pé.
Na divisão de celulose, a XP informou Ebitda ajustado de R$ 4.056 milhões, queda de 15% em relação ao trimestre anterior e 9% abaixo da estimativa da XP. O relatório atribuiu o resultado à combinação de menor volume de vendas, efeito de um real mais forte e custos caixa maiores, com alta de 3% ante o trimestre anterior.
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Segundo a XP, a alta de custos foi impulsionada por maior consumo de insumos e menor diluição de custos fixos. O movimento foi parcialmente compensado por preços mais baixos de químicos, como a soda cáustica, e alívio cambial em insumos dolarizados.
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Autor: E-Investidor
