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Nos EUA, briga dos iogurtes proteicos vai para a Justiça

A subsidiária americana da Danone entrou com uma ação contra a Chobani em um tribunal federal dos Estados Unidos nesta segunda-feira, alegando que a rival está comercializando de forma irregular a quantidade de proteína presente em cada porção de seu iogurte.

O processo, ajuizado no Distrito Sul de Nova York, afirma que a Chobani manipula o tamanho da porção indicado na embalagem de 32 onças (cerca de 907 gramas) de seu iogurte para aparentar um teor de proteína comparável ao do Oikos Pro, da Danone. Segundo a firma francesa, isso induz os consumidores a acreditar que os produtos têm densidade proteica semelhante — quando, na prática, o Oikos Pro contém mais proteína por onça.

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A demanda dos consumidores por proteína varreu a indústria alimentícia, impulsionada em parte pelo número crescente de pessoas que usam medicamentos para perda de peso à base de GLP-1. A proteína está sendo adicionada a tantos alimentos que já há escassez de proteína de soro de leite (whey).

O iogurte é uma fonte popular de proteína, e Danone US e Chobani são as duas maiores fabricantes do produto em volume de vendas domésticas, de acordo com a ação judicial. A Danone aponta irregularidades tanto nas embalagens maiores quanto nas menores da Chobani.

Chobani, marca de iogurte americana (Foto: Bloomberg)

No processo, a Danone argumenta que 150 gramas (5,3 onças) é há muito tempo considerado o tamanho padrão de uma porção individual de iogurte nos EUA, e que nos últimos anos 20 gramas de proteína por porção se tornaram um limiar decisivo para o consumidor na hora da compra. A embalagem individual de iogurte rico em proteínas da Chobani tem 6,7 onças (cerca de 190 gramas).

Todos os produtos da linha Oikos Pro têm pelo menos 20 gramas de proteína por porção, segundo o processo. A Danone afirma ter investido no desenvolvimento de tecnologias especializadas para remover água e lactose do leite e concentrar as proteínas caseína e whey — o que permitiu à firma atingir ou superar esse limite de 20 gramas.

A Danone ainda alega que a Chobani consegue praticar preços mais baixos do que o Oikos Pro porque seu produto é mais barato de fabricar.

“Se o produto da Chobani fosse nomeado, rotulado e comercializado de forma verdadeira, os consumidores não o enxergariam como uma alternativa viável ao Oikos Pro na categoria de iogurte ultrarico em proteínas”, escreveu a Danone em sua queixa.

A Chobani não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário. Em seu site, a firma afirma que seu processo de coagem extra permite produzir iogurte rico em proteínas sem necessidade de adicionar suplementos proteicos em pó ou ingredientes artificiais.

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A febre da proteína tomou conta dos supermercados e do prato do brasileiro. Essa mudança de comportamento está obrigando Nestlé, JBS, Seara e Danone a redesenhar seus produtos. proteína #alimentaçãosaudável

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Autor: Raquel Brandão

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