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Fundo da IG4 Capital terá de manter participação na Braskem por dois anos

O fundo apoiado pela gestora IG4 Capital terá de manter a participação que está adquirindo na petroquímica Braskem por pelo menos dois anos, de acordo com o novo acordo de acionistas da companhia.

O fundo Shine I Investment e a Petrobras assinaram um novo acordo de controle compartilhado da Braskem após a petroleira estatal afirmar que não exerceria os direitos sobre a fatia que a Shine está comprando do conglomerado em dificuldades Novonor.

O chamado período de lock-up da participação do Shine foi desenhado para garantir estabilidade acionária e um compromisso de longo prazo com a reestruturação da firma e a melhora de seu desempenho monetário.

Após o período de lock-up, o fundo poderá vender suas ações livremente no mercado por meio de negociações em bolsa, block trades ou ofertas subsequentes, sem acionar o direito de preferência da Petrobras ou direitos de tag along, embora ainda dependam de aprovações internas, segundo o acordo.

Os principais acionistas da Braskem concordaram em incluir a companhia no mais alto nível de governança corporativa da bolsa brasileira, conhecido como Novo Mercado, assim que forem atingidas metas financeiras-chave.

O acordo também estabelece que, em caso de venda de ativos relevantes pela Braskem ou por suas subsidiárias, o fundo deverá conceder à Petrobras direito de preferência.

Controle compartilhado

A Petrobras assinou um novo acordo de acionistas da Braskem com o fundo Shine I FIP, da IG4 Capital, formalizando a transição de controle da petroquímica após anos de incerteza. No mesmo movimento, a estatal informou que não exercerá direitos de preferência nem de tag along em relação à Novonor — mecanismo que daria prioridade para compra da participação ou permitiria vender suas ações nas mesmas condições em caso de troca de controle —, liberando o caminho para a transferência das ações.

O novo modelo estabelece controle compartilhado entre Petrobras e o fundo, com decisões exigindo consenso no conselho de administração e na assembleia geral. As duas partes também terão direito equivalente de indicação para o conselho e a diretoria da companhia. A Petrobras mantém 36,1% do capital total da Braskem, enquanto o FIP Shine ficará com 34,32% do capital total, sendo o maior acionista com ações ordinárias.

Assembleia na próxima semana

A nova governança prevê ainda a escolha de uma nova administração já na assembleia de 29 de abril. A tendência é que a IG4 indique o CEO e o CFO, enquanto a Petrobras ficará com indicações nas áreas de operação e comercial, além de influenciar a presidência do conselho. Entre os nomes cotados estão Helcio Tokeshi para CEO e Carlos Brandão para a diretoria financeira.

A mudança ocorre em meio a uma forte pressão financeira sobre a Braskem, que encerrou 2025 com dívida líquida de US$ 7,5 bilhões. A firma deve buscar um acordo de suspensão de pagamentos com credores, enquanto prepara um plano de reestruturação. A IG4 também se comprometeu a lançar uma oferta pública para adquirir ações em circulação, após a conclusão das aprovações regulatórias e pendências judiciais ligadas à Novonor.

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Esta notícia foi originalmente publicada em:
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Autor: Bloomberg

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