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Bitcoin enfrenta semana decisiva nos EUA

O bitcoin (BTC) anda meio morno nesta segunda-feira (14), mas o cenário para a criptomoeda nesta semana está pendendo mais para o negativo. Para entender o que está rolando, vale olhar para o macro nos Estados Unidos.

Na próxima quarta-feira (16), o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) divulga sua nova decisão de política monetária. Segundo a ferramenta FedWatch, que mostra as probabilidades para os juros, 88,5% do mercado aposta em uma alta de 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano.

Altas de juros não costumam ser boas para ativos de risco, como as criptomoedas. Isso porque taxas maiores tornam os títulos americanos (os famosos treasuries) mais atrativos. Aliás, eles estão nos maiores níveis em quase duas décadas.

Aí a lógica é a seguinte: com títulos considerados entre os mais seguros do mundo pagando tão bem, para que arriscar tanto com cripto?

Na sexta-feira (11), o bitcoin chegou a bater nos US$ 79 mil, mas recuou para a faixa dos US$ 77 mil – nível em que também opera nesta segunda-feira (14) – após o Departamento do Trabalho dos EUA divulgar que o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,4% em agosto ante julho. No acumulado de 12 meses, a inflação ficou em 3,4%.

Vale lembrar: dois dos principais dados que o Fed acompanha ao tomar decisões sobre os juros são inflação e emprego. Quando os preços continuam subindo, fica mais difícil para o banco central cortar os juros – por isso, neste momento, o mercado passou a apostar justamente em uma alta.

“Para o bitcoin, uma recuperação sustentada provavelmente exigirá a estabilização dos rendimentos dos treasuries e dos preços do petróleo, junto com entradas contínuas nos ETFs à vista”, diz Lacie Zhang, analista de pesquisa da Bitget Wallet.

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Os ETFs

Falando nos ETFs, os fundos negociados em bolsa de bitcoin dos EUA, que são os preferidos dos investidores institucionais, também não estão ajudando muito a cripto. Depois de três semanas consecutivas de alta, os fluxos viraram para o negativo entre 7 e 11 de setembro, com US$ 462,7 milhões em saídas.

Para Pedro Fontes, analista de research do Mercado Bitcoin, os US$ 77 mil seguem sendo a “linha de defesa” da cripto, enquanto “inflação, ETFs e juros longos devem definir se o BTC ganha força para voltar a subir ou se a lateralização dará lugar a uma correção maior”.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 7h30.

Bitcoin (BTC):  +1,56%, US$ 77.967,12

Ethereum (ETH): +1,37%, US$ 2.515,45

BNB (BNB): +1,00%, US$ 722,60

XRP (XRP): +3,78%, US$ 1,39

Solana (SOL): +1,94%, US$ 101,73

Outros destaques do mercado cripto

Cripto na vice-liderança. Em meio à guerra no Oriente Médio e às incertezas com as eleições presidenciais, os brasileiros buscaram principalmente ativos de menor risco em agosto, como CDBs, segundo levantamento do buscador Yubb. Compreensível. Ainda assim, eles decidiram correr um pouco mais de risco: bitcoin e altcoins foram a segunda classe de ativos mais buscada no período.

Cripto entra nas contas do IBGE. As criptomoedas vão entrar na contabilidade oficial da economia brasileira. O IBGE confirmou que os criptoativos serão incorporados ao Sistema de Contas Nacionais, conjunto de estatísticas usado para medir a atividade econômica do país, incluindo o PIB. A mudança faz parte de uma atualização das contas brasileiras para acompanhar novas atividades da economia. A informação foi publicada pelo portal especializado em cripto Livecoins.

Novo ETF cripto na B3. O mercado cripto sempre traz novidades para o investidor local. Na terça-feira (15), por exemplo, estreia na B3 o Digital Yield ETF (DIGY11), primeiro ETF listado na bolsa brasileira dedicado a ações preferenciais internacionais emitidas por firmas do ecossistema bitcoin. O fundo é da tesouraria cripto OranjeBTC e tem o Itaú BBA como estruturador e distribuidor.

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Autor: Lucas Gabriel Marins

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