Fundos globais de criptomoedas acumulam mais de uma Petrobras em recursos
Os fundos globais de criptomoedas continuam atraindo recursos dos investidores. Entre 27 de abril e 1º de maio, esses produtos registraram entradas de US$ 117,8 milhões, marcando a quinta semana consecutiva de fluxo positivo, segundo dados da gestora CoinShares. O Brasil respondeu por apenas US$ 800 mil desse total.
Com os novos aportes, os fundos globais de cripto agora acumulam US$ 155,5 bilhões sob gestão – valor levemente superior ao valor de mercado da Petrobras, atualmente em torno de US$ 140 bilhões.
Regionalmente, os Estados Unidos lideram com folga. Os fundos do país somam US$ 130,7 bilhões, o equivalente a cerca de 84% de todos os recursos investidos globalmente nesses produtos. Na sequência aparecem Alemanha (US$ 6,7 bilhões), Canadá (US$ 5,8 bilhões), Suíça (US$ 5 bilhões) e Suécia (US$ 2,5 bilhões).
O Brasil ocupa a sexta posição no ranking, com US$ 1,2 bilhão sob gestão.
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Bitcoin lidera
Entre as criptomoedas, os fundos focados em bitcoin (BTC) concentram a maior parte dos recursos, com US$ 125,6 bilhões sob gestão. Na manhã desta quarta-feira (6), a criptomoeda líder do mercado é negociada na faixa dos US$ 82 mil, com alta de 2,01% no dia.
Em seguida aparecem os produtos ligados ao ethereum (ETH), com US$ 18,5 bilhões, e os fundos multiativos, que reúnem diferentes criptomoedas e somam US$ 5,2 bilhões.
O restante dos recursos está distribuído entre produtos ligados a criptomoedas conhecidas, como solana (SOL), XRP (XRP) e litecoin (LTC).
Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h00.
Bitcoin (BTC): +2,01%, US$ 82.371,64
Ethereum (ETH): +1,51%, US$ 2.412,43
BNB (BNB): +3,02%, US$ 647,14
XRP (XRP): +3,88%, US$ 1,45
Solana (SOL): +5,43%, US$ 89,50
Outros destaques do mercado cripto
Até tu, Andreessen Horowitz? A Andreessen Horowitz (a16z), uma das gestoras de venture capital mais famosinhas e badaladas do mundo, entrou de cabeça no universo cripto. A firma colocou no mercado um novo fundo, o Crypto Fund 5, com US$ 2,2 bilhões para investir em startups de blockchain. Segundo a gigante do Vale do Silício, a aposta veio porque a adoção das criptomoedas mundo afora segue forte, com pessoas usando esses ativos para poupar, pagar contas e enviar dinheiro para o exterior.
Mineração tropical. Caribe colombiano. Muito sol, mar e agora cripto. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, disse no X (antigo Twitter) que a região caribenha do país pode virar um polo de mineração de bitcoin graças à abundância de energia renovável. A ideia é transformar energia limpa em investimento, empregos e desenvolvimento para a costa do país. O político ainda defendeu que a comunidade indígena Wayúu participe dos projetos.
Tecnologia cripto no SUS. Já ouviram falar do InovaSUS Digital? É um laboratório criado para desenvolver, de maneira colaborativa, soluções tecnológicas para a saúde digital do Brasil. Pois esse ecossistema estatal selecionou alguns nomes para ajudar a pensar em novos projetos. E o iCoLab, instituto colaborativo brasileiro voltado à promoção da blockchain, foi um dos escolhidos.
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Autor: Lucas Gabriel Marins