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Bitcoin segue favorito em junho, mas Hyperliquid ganha espaço nas carteiras recomendadas

O bitcoin (BTC) encerrou maio em baixa, acumulando perda de 3,41% no período e devolvendo parte dos ganhos registrados em abril. O movimento foi influenciado pelo aumento das tensões geopolíticas e pela maior aversão ao risco nos mercados globais.

Apesar do recuo, a maior criptomoeda do mundo ainda é a principal aposta dos especialistas para junho. Das sete casas consultadas pelo InvestNews, seis mantiveram o ativo digital entre suas recomendações para este mês.

“O bitcoin segue como principal referência do mercado e continua sendo o maior indicador de fluxo institucional”, afirma Marcelo Person, diretor de tesouraria e mercado cripto da Foxbit.

Na avaliação de Rony Szuster, head de research do Mercado Bitcoin, o ativo segue consolidado como uma reserva de valor relevante para investidores institucionais, seja por companhias de tecnologia, fundos de investimento ou mesmo governos.

Hyperliquid ganha espaço

Entre as altcoins, a grande surpresa ficou por conta do HYPE, token nativo da exchange descentralizada Hyperliquid. O criptoativo apareceu em cinco das carteiras recomendadas, superando nomes tradicionais do mercado.

Segundo Felipe Martorano, analista de criptoativos da Levante, a Hyperliquid vem se destacando pela capacidade de desenvolver soluções inovadoras para o mercado de contratos perpétuos e negociação de futuros.

Um contrato perpétuo sintético é um derivativo que permite ao investidor apostar na alta ou na queda de um ativo sem ter esse ativo de fato.

“Além disso, (o projeto) começa a competir diretamente com soluções do mercado tradicional, permitindo a negociação de ativos e índices alavancados 24/7, com custos muito inferiores aos praticados em plataformas convencionais e funcionamento inclusive aos finais de semana”, diz Martorano.

Vale lembrar que, no fim de maio, o projeto lançou um contrato perpétuo sintético atrelado ao Ibovespa. Na prática, o produto permite negociar exposição ao principal índice da bolsa brasileira 24 horas por dia, sete dias por semana.

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Ethereum e solana mantêm relevância

Mesmo perdendo espaço para o HYPE nas recomendações de junho, ethereum (ETH) e solana (SOL) continuam entre os ativos preferidos dos analistas e apareceram em várias carteiras.

Para André Franco, CEO da Boost Research, o ethereum segue ocupando uma posição estratégica dentro do ecossistema de ativos digitais.

“Apesar da fraqueza geral do setor, sua infraestrutura continua extremamente relevante para stablecoins, DeFi e tokenização de ativos do mundo real”, diz.

Sobre a SOL, Matias Part, analista da Bitget, aponta dois fatores que podem impulsionar o ativo nos próximos meses. O primeiro é o teste de uma atualização da rede que promete aumentar a eficiência e a velocidade das transações.

O segundo é o crescente interesse de firmas listadas em bolsa que vêm acumulando SOL em suas tesourarias.

“Em 29 de junho, a Forward Industries – uma firma pública com US$ 588 milhões em tesouraria de SOL – entra nos índices Russell 2000 e 3000, o que obriga fundos indexados a comprarem exposição”, conta.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 7h50.

Bitcoin (BTC):  -1,44%, US$ 72.651,11

Ethereum (ETH): -1,60%, US$ 1.983,63

BNB (BNB): -2,76%, US$ 699,46

XRP (XRP): -1,30%, US$ 1,30

Solana (SOL): -1,75%, US$ 81,03

Regulação pode sufocar pequenas firmas. O debate sobre regulação continua quente no mercado cripto. A Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABcripto) avalia que as novas regras do Banco Central e da Receita Federal representam um avanço natural para o setor. Por outro lado, a entidade alerta que algumas exigências podem pesar demais para firmas menores, aumentando custos e dificultando a competição com os grandes players do mercado.

CRAS e CRIS tokenizados. A Vórtx QR Tokenizadora recebeu sinal verde da Comissão de Valores Mobiliários (CVM, para os mais chegados) para emitir CRIs e CRAs (investimentos de renda fixa) tokenizados. O atrativo é que esses títulos continuam contando com isenção de imposto de renda e IOF. Mas tem um porém: eles não têm a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), entidade que ressarce investidores em caso de problemas.

BCE e preocupação com as stablecoins. As stablecoins estão preocupando reguladores do Velho Continente. Isabel Schnabel, diretora do Banco Central Europeu (BCE), afirmou que o crescimento desses ativos pode trazer riscos para a estabilidade financeira e reforçar ainda mais o domínio do dólar no sistema monetário global. Segundo ela, o mercado continua amplamente concentrado em tokens atrelados à moeda americana, como USDT e USDC.

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Autor: Lucas Gabriel Marins

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