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Cosan troca CFO, extingue subsidiária e prepara saída de ADRs da Bolsa de Nova York

A Cosan anunciou nesta sexta-feira (14) um pacote de mudanças para deixar sua estrutura mais simples e reduzir custos, em meio a um grande reestruturação financeira que o grupo criado por Rubens Ometto vem promovendo desde a chegada do BTG Pactual como sócio.

As medidas incluem uma troca no comando monetário, o fim de uma das firmas usadas no negócio de terras agrícolas, a saída da Bolsa de Nova York e uma nova meta para mostrar se o dinheiro recebido das investidas será suficiente para pagar os juros da dívida.

José Cezário Menezes de Barros Sobrinho assumirá em setembro as áreas financeira e de relações com investidores, no lugar de Rafael Bergman. A vice-presidência jurídica, hoje comandada por Maria Rita de Carvalho Drummond, deixará de existir. A área jurídica passará a responder ao novo CFO.

Radar e ADRs

A Cosan também quer eliminar uma firma da estrutura da Radar, seu negócio de propriedades agrícolas. A Radar II Propriedades Agrícolas, dividida igualmente entre Cosan e Mansilla Participações, será extinta se a operação for aprovada pelos acionistas.

Na prática, a Radar II deixará de funcionar como uma firma entre as duas sócias e os ativos que ela possui. Tudo o que hoje está dentro dela – bens, dívidas, direitos e participações em outras firmas – será dividido igualmente entre Cosan e Mansilla. Cada uma passará a deter diretamente a sua parte. A mudança não envolve emissão de ações nem altera o patrimônio líquido da Cosan.

Isso não significa que a Cosan esteja deixando o negócio Radar. A Radar II é apenas uma das firmas dessa estrutura. O segmento reúne participações em Radar, Tellus e Janus e administrava cerca de 300 mil hectares até o fim de junho.

Separadamente, a Radar já acertou a venda de 41,2 mil hectares, equivalentes a cerca de 12% de seu portfólio, por R$ 1,85 bilhão. Cerca de R$ 586 milhões desse valor correspondem à participação econômica da Cosan. O fechamento é esperado até o fim de outubro.

Outra decisão foi retirar da Bolsa de Nova York os recibos que representam ações da Cosan nos Estados Unidos, os ADRs. Depois disso, a companhia pretende cancelar também seu registro no órgão regulador do mercado americano. A Cosan ainda divulgará as datas e as opções disponíveis aos investidores que possuem esses papéis.

Cobertura da dívida

A companhia também passou a divulgar uma projeção para sua capacidade de pagar os juros da dívida com o dinheiro recebido das firmas em que investe. Hoje, para cada R$ 1 de juros pagos pela holding, esse fluxo cobre apenas cerca de R$ 0,20. A Cosan espera que essa relação chegue a algo entre R$ 0,80 e R$ 1,20 até dezembro.

A melhora esperada depende principalmente do recebimento de dividendos das investidas – incluindo até R$ 586 milhões ligados à venda das terras da Radar – e da queda dos gastos com juros após a redução da dívida.

No fim de junho, a dívida líquida ampliada da Cosan era de R$ 9,2 bilhões, 20% menor que três meses antes.

Na quinta-feira, a Cosan anunciou que fechou um acordo inicial para vender sua participação total no Terminal Porto São Luís (TUP São Luís) pelo valor indicativo de R$ 300 milhões, com possibilidade de receber até R$ 50 milhões adicionais por novos berços de atracação via mecanismo de earn-out.

Disclaimer: Este texto foi escrito por um agente de inteligência artificial a partir de informações oficiais e de bases de dados confiáveis selecionadas pelo InvestNews. O trabalho foi revisado pela equipe de jornalistas do IN antes de sua publicação.

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Autor: IA InvestNews

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