Stablecoins movimentam 10 vezes mais do que bitcoin e 30 vezes mais do que ethereum no Brasil
As stablecoins já são as criptomoedas preferidas dos brasileiros há algum tempo. E os números de setembro mostram que esse apetite continua forte.
No mês passado, os investidores locais movimentaram R$ 22,4 bilhões em stablecoins, sendo R$ 16,8 bilhões em USDT e R$ 5,6 bilhões em USDC, as duas maiores criptomoedas atreladas ao dólar.
Os dados são da plataforma Índice Biscoint e consideram o total negociado em nove exchanges.
Para efeito de comparação, volume foi dez vezes maior do que o registrado pelo bitcoin (BTC), que somou R$ 2,2 bilhões no período.
Na comparação com o ethereum (ETH), a diferença foi ainda maior: as stablecoins movimentaram cerca de 30 vezes mais do que a segunda maior cripto do mercado, que registrou R$ 740 milhões.
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Por que tanto interesse?
Os brasileiros recorrem às stablecoins por diferentes motivos.
Um deles é negociar outras criptomoedas sem precisar converter os recursos para reais. Também há quem use esses ativos para transferir dinheiro, já que, em determinadas operações, eles podem oferecer custos menores do que os canais tradicionais.
Outra possibilidade é usar stablecoins em viagens internacionais. Alguns aplicativos permitem manter saldo nessas criptomoedas e fazer pagamentos no exterior.
As firmas também usam esses ativos digitais. No Brasil, eles já são utilizados tanto para pagamentos quanto para transferências internacionais.
Dolarizar via cripto
Essas criptomoedas são atreladas ao dólar na proporção de 1 para 1, ou seja, cada unidade busca manter o valor de US$ 1. Por isso, segundo analistas, elas também podem ser usadas para dolarizar parte do patrimônio.
Mas há riscos. Um deles é o de emissor, caso a firma não consiga manter as reservas necessárias. Outro é a perda da paridade com o dólar, quando a stablecoin deixa de valer US$ 1. Isso já aconteceu, mas por períodos curtos.
Veja as cotações das principais criptomoedas às 7h30
Bitcoin (BTC): -0,05%, US$ 83.568,34
Ethereum (ETH): -0,10%, US$ 2.687,72
BNB (BNB): +0,08%, US$ 767,23
XRP (XRP): -1,73%, US$ 1,48
Solana (SOL): -1,67%, US$ 117,35
Outros destaques do mercado cripto
Por uma stablecoin sem IOF. Falando em stablecoins… a exchange Coinbase sugeriu medidas que poderiam ser adotadas pelo próximo governo. E as stablecoins, sempre elas, estão entre os temas. A firma defende que esses ativos continuem enquadrados como criptomoedas dentro do atual marco legal, em vez de serem reclassificados como moeda eletrônica ou estrangeira. Também propõe que não haja incidência de IOF sobre essas operações.
Manifesto pelo setor cripto. A Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABcripto), que representa quase 90% do mercado cripto nacional, também aproveitou a proximidade das eleições para enviar um manifesto aos candidatos à Presidência da República com sete compromissos que considera essenciais para o setor. Um deles é o fortalecimento dos órgãos de regulação e supervisão do mercado de ativos virtuais.
Alerta na carteira cripto. A bruxa está solta entre as carteiras de autocustódia de criptomoedas – aquelas que permitem aos usuários guardar seus próprios ativos digitais. A MetaMask, uma das mais conhecidas no mercado, informou ontem que estava lidando com um incidente de segurança envolvendo o staking de ETH. Vale lembrar que três casos com outras carteiras foram registrados entre julho e agosto deste ano.
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Autor: Lucas Gabriel Marins
