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YouTube e Instagram dão impulso de mais de 300% a alcance de influenciadores de investimento

O YouTube se consolidou como o principal canal de informações sobre investimentos no país. Um levantamento da Anbima, associação que representa as entidades e as firmas dos mercados monetários e de capitais, apontou que 35% da população usa a plataforma em busca de conteúdo sobre produtos, educação, análises, orientações e dicas de como aplicar o dinheiro.

Logo em seguida, aparece o Instagram com 27% da preferência. Canais tradicionais como sites, revistas e jornais aparecem bem atrás, com audiências entre 14% e 15%.

A ascensão das duas redes sociais como fonte de conteúdo de investimentos, por sua vez, está muito ligada ao crescimento acelerado do universo dos influenciadores digitais de finanças, os chamados “finfluencers“. E a fontes jornalísticas que publicam conteúdo nas plataformas, como o InvestNews.

Em cinco anos, a quantidade desses perfis especializados nas redes sociais mais que triplicou. Saltou de 266 no primeiro semestre de 2020 para 904 na última metade do ano passado.

Mais seguidores que a população

Além disso, os dados da última pesquisa da Anbima sobre influenciadores digitais de finanças mostram que o alcance dos finfluencers mais do que quadruplicou nos últimos cinco anos: mais de 300% de alta.

No total, esse conjunto de perfis engajou 310 milhões de seguidores, um número que supera o da própria população do país, de 213 milhões de habitantes. Essa distorção acontece porque uma mesma pessoa segue vários perfis.

É claro que, dentro de um universo em expansão tão acelerada, se tornou mais importante do que nunca saber separar conteúdos oportunistas de orientações realmente especializadas.

Certificação profissional para investimento

Como uma forma de destacar a qualificação dos criadores de conteúdo, a Anbima decidiu elaborar novos rankings nos quais elenca os principais finfluencers que têm certificações profissionais.

São os casos da CFP (Certified Financial Planner), do Instituto Planejar, e as emitidas pela própria associação de entidades dos mercados monetário e de capitais, como CPA-10, CPA-20 e CEA, ou aquelas voltadas para gestão de recursos de terceiros, entre as quais CFG, CGA e CGE.

Essas certificações são obrigatórias para profissionais das áreas de análise, consultoria e gestão de recursos monetários.

Também são exigidas para quem trabalha com planejamento monetário, que inclui organização e proteção financeira e patrimonial, além de gestão de riscos, de tributos e definição de estratégias de longo prazo.

Para o investidor, portanto, identificar o influenciador certificado ajuda a ter mais segurança em relação ao grau de conhecimento do criador de conteúdo.

“Não é obrigatório que o influenciador tenha certificação, mas, ao sinalizar essas credenciais, o Finfluence ajuda a reconhecer quem investe em formação técnica e atua com base em critérios reconhecidos pelo mercado”, afirma Amanda Brum, diretora de marketing da Anbima.

A certificação por si só não garante que o influenciador atue dentro dos limite éticos e sem conflitos de interesse. Mas funciona como um filtro a mais.

“Ainda há poucos influenciadores certificados”, pontuou Brum. Por isso, a pesquisa da Anbima buscou trazer mais visibilidade aos influenciadores certificados, com rankings específicos para diplomas da associação e da Planejar.

“Dar visibilidade aos profissionais que possuem conhecimento reconhecido por certificações é uma forma de apoiar escolhas mais conscientes e seguras sobre quem seguir e em quem confiar”, afirma Ana Leoni, CEO da Planejar.

Conheça os rankings

No ranking geral dos top 10 influenciadores com maior audiência, apenas Tiago Reis, da Suno, que aparece no pé da lista, exibe certificações, entre as quais CNPI, CGA, CFG e CGE.

A lista é encabeçada por Bruno Perini, do site Você Mais Rico, seguido por Charles Mendlowicz, do Economista Sincero, e Ricardo Amorim, economista e ex-apresentador do programa Manhattan Connection, da GloboNews.

Entre os finfluencers com certificação, a lista dos mais influentes é encabeçada por dois sócios da Suno, Tiago Reis e Felipe Tadewald. E em terceiro aparece Roberto Guedes, especialista em renda passiva.

Os rankings da Anbima trazem ainda listas de influenciadores institucionais, ou seja, canais de firmas de conteúdo, que incluem, além das casas especializadas, portais, TVs e grandes marcas da mídia nacional. Na principal plataforma acessada pelos investidores, o Youtube, o InvestNews aparece em segundo como um dos mais importantes finfluencers, com mais de 900 mil assinantes.

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Autor: Sérgio Tauhata

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