Bitcoin volta aos US$ 81 mil com ajuda do Fed e dos ETFs
O bitcoin (BTC) vai bem, obrigado. A maior criptomoeda do mercado saltou para US$ 81 mil nesta sexta-feira (4), o maior preço em quatro meses. Motivos?
Primeiro, a fala recente de Christopher Waller, diretor do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Ele fez um discurso mais inclinado à manutenção dos juros nos EUA na faixa atual, de 3,50% a 3,75%.
Por que isso é importante? Juros mais baixos ou estáveis tendem a reduzir a atratividade de investimentos considerados mais seguros, como os títulos do governo americano (as treasuries), e podem abrir espaço para ativos de maior risco, como as criptomoedas.
E tem mais: nesta sexta-feira (4), sai o payroll, relatório que mostra a criação de empregos e o total de trabalhadores na folha de pagamentos não agrícolas dos Estados Unidos. O indicador é acompanhado de perto pelo Fed e pode influenciar as próximas decisões sobre os juros.
Newsletter: quer saber mais sobre cripto? Assine o Morning Cripto do InvestNews!
Os ETFs
O segundo motivo da alta está nos ETFs americanos, os preferidos dos investidores institucionais. Ontem, os fundos de bitcoin à vista registraram US$ 730,8 milhões em entradas, no melhor resultado diário desde 14 de janeiro deste ano.
O destaque foi o IBIT, ETF da gigante de investimentos BlackRock, que sozinho atraiu US$ 454 milhões.
Quando há entradas nos ETFs à vista, as gestoras precisam comprar bitcoin para acompanhar a demanda pelas cotas. Isso ajuda a aumentar a pressão compradora no mercado e pode dar um empurrão nos preços.
Altcoins
As principais altcoins – termo usado para identificar qualquer cripto diferente do BTC – também operam em alta hoje. Destaque para o XRP (XRP), que sobe 6,22%, e para o zcash (ZEC), com valorização de 20%.
Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h.
Bitcoin (BTC): +4,38%, US$ 81.135,24
Ethereum (ETH): +5,41%, US$ 2.525,11
BNB (BNB): +2,35%, US$ 721,75
XRP (XRP): +6,22%, US$ 1,44
Solana (SOL): +3,77%, US$ 100,05
Outros destaques do mercado cripto
Mais uma exchange fecha no Brasil. A exchange brasileira Coinext, fundada em 2017, anunciou na quinta-feira (3) que vai fechar as portas no Brasil. Motivo? O CEO da corretora, José Artur Ribeiro, disse que a nova realidade regulatória do país passou a exigir uma estrutura de capital e de operação diferente daquela sobre a qual a firma foi construída. É a terceira corretora a anunciar o fim das operações em menos de três meses.
Só as autorizadas. E falando em regulação. As firmas que desejam continuar trabalhando com cripto no Brasil têm até 30 de outubro para pedir autorização. Os requisitos de capital, vale lembrar, vão de R$ 10,8 milhões a R$ 37,2 milhões. Ontem, em live promovida pela Anbima, um representante do Banco Central disse que apenas instituições autorizadas terão espaço por aqui daqui para frente. Segundo ele, o movimento traz mais segurança jurídica para o mercado.
Bitcoins dorminhocos acordam. Tem bitcoin antigo saindo do sono. Segundo a Galaxy Research, moedas que estavam paradas há 10 anos ou mais estão se mexendo em um ritmo acima do comum. Entre 16 e 26 de agosto, seis carteiras inativas desde 2011, 2012 e 2014 movimentaram 553,59 BTC, avaliados em cerca de US$ 40 milhões. Ainda não dá para saber se essas criptos foram vendidas, mas, para o mercado, movimentações desse tipo sempre chamam atenção.
O que achou dessa notícia? Deixe um comentário abaixo e/ou compartilhe em suas redes sociais. Assim deixaremos mais pessoas por dentro do mundo das finanças, economia e investimentos!
Esta notícia foi originalmente publicada em:
Fonte original
Autor: Lucas Gabriel Marins
