Com negociações na reta final, Steinbruch estuda manter fatia minoritária na CSN Cimentos

A CSN avalia manter uma participação minoritária no negócio de cimento que está colocando à venda, segundo pessoas ouvidas pela Bloomberg.
A opção é estudada por Benjamin Steinbruch, CEO e controlador da CSN, em meio à pressão para reduzir a dívida do grupo, e pode mudar o desenho de uma transação que o mercado esperava fechada com a saída total da CSN do negócio de cimentos.
Steinbruch estaria priorizando neste momento propostas que permitam à CSN manter uma fábrica de cimento localizada perto de uma de suas operações siderúrgicas em Volta Redonda (RJ).
A maior parte dos interessados prefere comprar 100% do ativo, mas Steinbruch já sinalizou a alguns compradores que está aberto a ficar com uma fatia menor, dependendo do preço e das condições oferecidas.
As partes interessadas têm até esta sexta-feira (7) para apresentar propostas formais. A CSN não quis comentar. Entre os interessados, estão a Votorantim Cimentos em conjunto com a italiana Cementir, a Polimix e a chinesa Huaxin Cement.
A venda fecha um ciclo que começou ao contrário: a CSN Cimentos nasceu da ambição de Steinbruch de destronar a própria Votorantim na liderança do setor. Não deu certo, e agora é a rival quem disputa o ativo, num negócio que a CSN precisa para respirar financeiramente.
A expectativa da CSN é de arrecadar pelo menos R$ 11 bilhões com a venda da CSN Cimentos, em um plano para conseguir até R$ 18 bilhões com a venda do negócio de cimentos e uma fatia de seus ativos de infraestrutura..
A Fitch, em relatório da semana passada, foi mais específica: um cenário de venda de 100% do cimento somado a 25% da infraestrutura poderia render cerca de R$ 16,2 bilhões, o equivalente a 28% da dívida total da CSN em março.
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Autor: Bloomberg