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Mercado cripto ficou mais seletivo, diz CEO da exchange Bitget

O bitcoin continua sendo o principal pilar do mercado cripto, e isso não deve mudar tão cedo. No entanto, quando o assunto são as altcoins (termo usado para identificar qualquer cripto diferente do BTC) e as tendências, a história é outra. O setor está mais exigente e não é qualquer projeto que terá espaço.

Essa é a visão de Gracy Chen, CEO da Bitget, a sexta maior exchange do mundo, segundo dados da plataforma CoinMarketCap.

“O mercado amadureceu. Há alguns anos, a entrada de liquidez no setor era suficiente para impulsionar praticamente qualquer token, porque havia menos ativos disputando a atenção dos investidores. Hoje existem milhões de tokens, as instituições desempenham um papel muito maior e o capital está muito mais seletivo”, diz.

O que deve se destacar então?

Uma boa forma de entender o que pode ganhar espaço é seguir o dinheiro.

“Na minha visão, ele continuará favorecendo projetos impulsionados por tendências estruturais de longo prazo, como tokenização, infraestrutura para stablecoins, inteligência artificial e produtos com modelos de negócios sustentáveis. Esse é um mercado mais saudável, porque o valor passa a ser cada vez mais determinado pela utilidade, e não apenas pela especulação”, fala.

IA já é tendência há algum tempo. Além de criptos que navegam bem nesse setor – a cripto ligada ao ChatGPT deu um salto de 160% em junho, por exemplo -, exchanges e outras firmas cripto estão in love com os agentes de IA, sistemas autônomos capazes de automatizar fluxos e executar tarefas sem intervenção humana constante.

A tokenização começou a se fortalecer mais recentemente. Segundo dados da plataforma RWA.xyz, que acompanha o setor, há US$ 34 bilhões distribuídos em plataformas de tokenização mundo afora. É praticamente o valor de mercado da gigante catarinense WEG. No Brasil, de acordo com o site RWA Monitor, o volume emitido nesse segmento já soma R$ 13,63 bilhões.

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O peso das stablecoins

E as stablecoins também viraram protagonistas. Juntas, elas têm um valor de mercado de cerca de US$ 300 bilhões, dominado principalmente pelas criptos de dólar. E cada vez mais pesos-pesados entram nesse nicho. No mês passado, por exemplo, mais de 100 firmas se uniram para criar uma stablecoin atrelada à moeda americana.

Segundo Gracy, esses criptoativos estáveis estão se consolidando como uma das peças mais importantes da infraestrutura financeira global, e não apenas como um dos maiores produtos do mercado de criptomoedas.

“Para milhões de usuários ao redor do mundo, elas já representam a forma mais simples de transferir valor entre países, liquidar transações ou até acessar mercados globais. À medida que mais ativos do mundo real forem tokenizados, as stablecoins ganharão ainda mais relevância, pois servirão como camada de liquidação que conecta esses mercados”, fala.

Riscos

Todo mercado tem riscos. E cripto também, claro. Na visão da executiva, o principal deles, pelo menos para o investidor, é se deixar levar pelas narrativas de curto prazo.

“O mercado de criptomoedas sempre evoluiu rapidamente, mas as maiores oportunidades estão sendo criadas por transformações estruturais de longo prazo”, como as mencionadas ao longo do texto, e “essas tendências continuarão relevantes muito depois de as manchetes do momento serem esquecidas”, diz.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h30.

Bitcoin (BTC):  -0,77%, US$ 64.118,63

Ethereum (ETH): +0,23%, US$ 1.882,11

BNB (BNB): -0,24%, US$ 576,16

XRP (XRP): -0,07%, US$ 1,10

Solana (SOL): -1,71%, US$ 76,03

Outros destaques do mercado cripto

FlaFlu cripto segue no jogo. O mercado de fan tokens anda meio em baixa, mas isso não impediu Flamengo e Fluminense de renovarem a parceria com a Chiliz, a blockchain maioral desse segmento. Desde 2021, os dois clubes brasileiros têm suas próprias criptos, que funcionam como uma espécie de clube do torcedor digital, liberando participação em campanhas, promoções e por aí vai. A renovação prevê novas iniciativas e mais atividades gamificadas para as torcidas.

Mudança no parquinho. O mercado cripto também movimenta cadeiras. Dessa vez, a Lumx, firma de tecnologia financeira que tem um sistema operacional para pagamentos com stablecoins na América Latina, contratou Luiz Cornetta, ex-BTG Pactual. O executivo, que ficou 12 anos no banco, vai assumir a posição de head de controles internos. A área, segundo a firma brazuca, vai fazer exatamente o que o nome sugere: reforçar os controles e se antecipar às exigências do novo marco regulatório.

Sem perdão para SBF. Lembram do Sam Bankman-Fried? Ele foi parar na prisão após aplicar um golpe bilionário por meio da FTX, exchange que já esteve entre as maiores do mundo. Pois então… SBF (como também é chamado) pediu um perdão presidencial, mas o Senado americano não quer nem ouvir falar disso. Os senadores Cynthia Lummis e Ruben Gallego aprovaram por unanimidade uma resolução afirmando que, “sob nenhuma circunstância”, o ex-executivo deveria receber clemência ou redução de pena.

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Esta notícia foi originalmente publicada em:
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Autor: Lucas Gabriel Marins

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