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Entre (pouca) chuva e sol, Eneva gera 46% mais energia para o sistema elétrico no segundo trimestre

As termelétricas da Eneva ganharam espaço no sistema elétrico no segundo trimestre. Segundo o relatório operacional divulgado pela companhia nesta quinta-feira (16), as usinas geraram 46% mais energia do que no mesmo período de 2025, totalizando 2.230 gigawatts-hora (GWh).

Segundo a firma, o aumento se deve ao fato de que o Operador Nacional do Sistema (ONS), entidade responsável por coordenar a geração de energia no país, precisou recorrer com mais frequência às termelétricas.

Em especial por dois motivos. Primeiro, com o fim do período chuvoso, a participação das hidrelétricas na matriz caiu de 65% no primeiro trimestre para 61% no segundo, reduzindo a oferta da principal fonte de eletricidade do país.

Ao mesmo tempo, a energia solar seguiu ganhando espaço: na comparação anual, sua participação na geração do país passou de 12% para 13%.

Somados, esses dois fatores mudam a dinâmica do sistema elétrico. As hidrelétricas são consideradas uma fonte firme, já que conseguem gerar energia de forma contínua e ajustar a produção conforme a necessidade do sistema.

Já os painéis solares são uma fonte intermitente: dependem da incidência de sol. Eles geram muita energia ao longo do dia, quando o sol está a pino. Mas, no fim da tarde, a produção despenca.

Nesses momentos, o ONS precisa recorrer a fontes que possam ser acionadas rapidamente para manter o equilíbrio entre oferta e demanda de energia – caso das térmicas.  Na Eneva, esse cenário beneficiou principalmente as usinas do Complexo Parnaíba, que operaram, em média, com 47% da capacidade, e Jaguatirica II, que chegou a 60%.

Leilão de reserva 

Os resultados ainda não refletem o leilão de reserva de capacidade realizado em junho deste ano.

Na ocasião, a Eneva foi a principal vencedora da disputa, garantindo contratos para 5,06 gigawatts (GW) de potência — sendo 1,57 GW de usinas já existentes e 3,49 GW de novos projetos.

A companhia prevê investir R$ 18,2 bilhões na expansão de sua capacidade, mas os novos contratos começam a entrar em vigor apenas entre 2028 e 2031.

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Autor: Camila Alves Barros

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