Quais são os 6 cargos em disputa nas eleições deste ano

A cada dois anos, o Brasil encara novas eleições. Em 2024, os pleitos municipais elegeram prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. Este ano, é a vez de eleições gerais, que ocorrem em três âmbitos: nacional, federal e estadual. No primeiro, os eleitores escolhem o presidente da República. No segundo, elegem senadores (dois por cada unidade federativa) e deputados federais. No terceiro, definem governadores e deputados estaduais (distritais, no caso do DF).
No primeiro turno, em 4 de outubro, o eleitor vai digitar na urna eletrônica, o número de seis candidatos. Esses votos, no entanto, ajudam a preencher muito mais do que seis vagas: somando presidência, governos estaduais, Senado, Câmara dos Deputados e assembleias estaduais e distrital, são mais de 1.650 cargos em disputa simultaneamente em todo o país.
Vale observar que dois cargos importantes são preenchidos sem que o eleitor tenha votado diretamente neles: os vices (do presidente e dos 27 governadores) e os suplentes de senadores são definidos sem receber um único voto direto — a foto deles, inclusive, nem aparece na urna eletrônica.
Antes de entrar em cada cargo, um resumo rápido de quem o eleitor escolhe em 4 de outubro:
- Presidente — 1 vaga, eleita pelo voto de todo o país, com possibilidade de segundo turno.
- Governador — 1 vaga por estado e pelo DF, também com possibilidade de segundo turno.
- Senador — 2 cadeiras por estado e pelo DF, votação nominal.
- Deputado federal — o número varia por estado conforme a população, votação proporcional.
- Deputado estadual ou distrital — mesma lógica proporcional, com cadeiras calculadas a partir da bancada federal do estado.
Presidente
Para o posto político máximo da nação, vence quem obtiver mais da metade dos votos válidos em todo o país. Se isso não acontecer, os dois candidatos mais votados disputam o segundo turno, marcado para 25 de outubro. É o chamado sistema majoritário, no qual vence quem tem mais votos, sem depender do desempenho da legenda nas urnas.
Governador
A eleição para este cargo também segue o sistema majoritário, com o mesmo mecanismo de segundo turno usado para presidente. São 26 estados mais o Distrito Federal em disputa.
Senador
O Senado Federal tem 81 cadeiras, divididas igualmente em três para cada estado e para o Distrito Federal. A proporção de cadeiras renovadas alterna a cada pleito: em uma eleição, muda-se um terço dos senadores; na seguinte, dois terços, como ocorre agora. A regra decorre do mandato de oito anos dos senadores, que não coincide com o ciclo de quatro anos das eleições gerais.
Neste ano, com 54 vagas em jogo, o eleitor vota em dois candidatos diferentes ao Senado em cada estado e no DF.
Assim como acontece com a votação para presidente e governadores, o voto para senador é majoritário e nominal, ou seja, não é possível votar apenas na legenda do partido. Quem faz isso tem o voto anulado.
Deputado federal
A cada quatro anos, todas as 513 cadeiras da Câmara dos Deputados são disputadas novamente.
Diferentemente dos cargos majoritários, a eleição para deputado federal segue o sistema proporcional. Isso muda a lógica do voto: além de escolher um candidato, o eleitor pode votar apenas no número do partido ou da federação. Os votos de candidatos e de legenda dentro de um mesmo partido são somados — quanto mais votos ao todo, mais vagas o partido conquista na Câmara. Essas vagas são então ocupadas pelos candidatos mais votados dentro da própria legenda.
O número de deputados federais por estado é proporcional à população, com limite mínimo de 8 e máximo de 70 — este último reservado a São Paulo, o estado mais populoso do país (veja na tabela ao final do texto).
Deputado estadual ou distrital
O número de deputados estaduais é definido pelo artigo 27 da Constituição Federal: até 12 deputados federais, o estado tem o triplo dessa representação na Assembleia Legislativa. Acima disso, cada deputado federal adicional soma apenas mais uma cadeira estadual.
Foi assim, por exemplo, que Minas Gerais, com 53 deputados federais, chegou a 77 representantes estaduais: 36 cadeiras, o teto da primeira faixa, mais 41 cadeiras extras. Ao todo, o Brasil tem 1.059 deputados estaduais e distritais (veja tabela abaixo).
São Paulo tem a maior Assembleia Legislativa do país, com 94 deputados. No outro extremo está o piso de 24 cadeiras, aplicado a onze unidades da federação: Amazonas, Mato Grosso, Rio Grande do Norte, Distrito Federal, Sergipe, Rondônia, Tocantins, Acre, Amapá, Mato Grosso do Sul e Roraima.
No Distrito Federal, esses parlamentares são chamados de deputados distritais. Como o DF não tem prefeito nem vereadores, eles acumulam também as funções que, nos demais estados, cabem às câmaras municipais.
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Autor: Simone Costa