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Daniel Stieler renuncia à presidência do conselho de administração da Vale

A Vale informou nesta segunda-feira (6) que Daniel André Stieler renunciou à presidência e à condição de membro do Conselho de Administração, com efeitos imediatos.

A saída ocorre 16 dias antes da assembleia que decidiria justamente sobre sua destituição — pedida pela Previ, maior acionista individual da mineradora.

Stieler integrava o colegiado desde 2021 e presidia o conselho desde 2023, sempre como indicado da própria Previ.

Daniel André Stieler — Fotógrafo: Qilai Shen/Bloomberg

Com a renúncia, o primeiro item da pauta da Assembleia Geral Extraordinária (AGE) marcada para 22 de julho perde o objeto. Os demais pontos — eleição de um novo conselheiro e, agora, de um novo presidente do colegiado — seguem para votação.

Uma queda anunciada

A Previ formalizou o pedido de destituição em 11 de junho, alegando que a presidência do conselho é um cargo estratégico demais para permanecer com o mesmo nome num momento de renovação — os mandatos de todos os 13 conselheiros da Vale terminam em abril de 2027.

Em entrevista à Bloomberg, a diretora de participações da Previ, Adriana Chagastelles, afirmou que a fundação não tem nada contra Stieler, mas entende que a presidência do conselho é um cargo estratégico, principalmente em um momento de renovação como o que vai acontecer em 2027.

O conselho da Vale, porém, resistiu. Em reunião no dia 19 de junho, a maioria dos conselheiros considerou insuficientes os motivos apresentados pela Previ para a destituição e recomendou aos acionistas a manutenção de Stieler no cargo. Apenas a Previ votou pela destituição de Stieler naquela reunião, ficando isolada entre os conselheiros.

O episódio expôs uma divisão que ultrapassou o voto formal. O vice-presidente do conselho, Marcelo Gasparino, classificou a movimentação da Previ como um “movimento hostil” e um “takeover”, chegando a mencionar a hipótese de gravações clandestinas de reuniões do colegiado.

Já o conselheiro Márcio Antônio Chiumento votou a favor da destituição e levantou dúvidas sobre a participação de Stieler nas discussões e na votação sobre sua própria permanência no cargo — um argumento de conflito de interesse que a própria Previ chegou a repetir publicamente.

A disputa pelos nomes

Para a vaga de conselheiro, a Previ indicou José Maurício Pereira Coelho, ex-presidente do fundo, enquanto o colegiado sugeriu Ieda Gomes Yell. Para a presidência, a Previ declarou apoio a Manuel Lino Oliveira, conhecido como Ollie, conselheiro independente com mais de 45 anos de experiência em mineração — passagens por Anglo American e De Beers. O conselho, por sua vez, respaldou o próprio Gasparino para o posto.

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Esta notícia foi originalmente publicada em:
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Autor: IA InvestNews

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