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Stablecoins de dólar superam bitcoin pela primeira vez na América Latina

As compras de stablecoins atreladas ao dólar ultrapassaram as de bitcoin (BTC) pela primeira vez na América Latina, segundo relatório divulgado pela exchange Bitso na terça-feira (16).

Em 2025, USDT e USDC – as duas maiores stablecoins de dólar do mercado – responderam por 40% das aquisições de criptomoedas na plataforma, enquanto o bitcoin representou 18%. Os dados consideram cerca de 10 milhões de investidores de varejo da região.

O movimento sugere uma mudança no uso desses ativos, segundo a corretora. Em vez de servirem apenas como ponte para a compra de outras criptomoedas, as stablecoins estão sendo cada vez mais utilizadas como uma forma digital de acessar o dólar.

“Cada vez mais, os consumidores não estão adquirindo stablecoins para trocá-las por outros ativos digitais. Em vez disso, eles as estão usando como representações digitais do dólar americano para preservar valor, facilitar pagamentos e acessar os mercados monetários globais”.

No Brasil, vale lembrar, as stablecoins já dominam as carteiras dos investidores há algum tempo. Em 2025, elas responderam por cerca de 70% dos R$ 505,5 bilhões em criptomoedas declaradas à Receita Federal.

Uso comercial também cresce

As stablecoins também estão ampliando seu espaço nas operações comerciais da América Latina. Segundo a Bitso, os volumes processados por sua divisão corporativa cresceram 81% no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior.

De acordo com a corretora, as firmas estão deixando de usar esses ativos apenas como instrumentos cambiais ou garantias para negociação e passando a adotá-los como infraestrutura para pagamentos, transferências internacionais e outras operações financeiras do dia a dia.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h.

Bitcoin (BTC):  -2,74%, US$ 64.288,74

Ethereum (ETH): -1,65%, US$ 1.764,63

BNB (BNB): -1,96%, US$ 601,56

XRP (XRP): -3,95%, US$ 1,19

Solana (SOL): -3,72%, US$ 71,95

Outros destaques do mercado cripto

Stablecoin de real mira câmbio. A Crown, emissora da BRLV (uma stablecoin atrelada ao real), agora tem uma mesa de câmbio para converter reais, dólares e criptoativos. A iniciativa busca ampliar o uso do token, que já soma R$ 373 milhões em circulação, segundo a firma. O movimento reflete o avanço das stablecoins brasileiras, um mercado que já reúne mais de uma dezena de moedas digitais lastreadas na moeda nacional.

Axia e a mineração de bitcoin. No Brasil, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) faz cortes na geração de energia quando a produção supera a capacidade da rede, um processo conhecido como curtailment. Para reduzir esse desperdício, a Axia criou um sistema em miniatura com fontes solares e eólicas, baterias e simuladores de grandes consumidores, como mineradoras de bitcoin. A ideia é testar como esses consumidores poderiam aproveitar a energia excedente.

CBDC? Não nos EUA. O Congresso dos EUA deu mais um passo para manter as moedas digitais de banco central (CBDCs) longe do mercado americano. Um projeto de lei que avança no Senado proíbe o Federal Reserve (Fed, o banco central do país) de emitir esse tipo de ativo até 2030. Críticos argumentam que uma CBDC daria ao governo acesso sem precedentes aos dados monetários dos cidadãos.

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Esta notícia foi originalmente publicada em:
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Autor: Lucas Gabriel Marins

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