Stablecoins já movimentaram R$ 2,4 trilhões em pagamentos no ano
Os pagamentos com stablecoins – aquelas criptomoedas pareadas a ativos como o dólar e o real – vão muito bem, obrigado.
Foram US$ 482 bilhões (cerca de R$ 2,4 trilhões) entre janeiro e setembro de 2026, alta de 45% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo relatório da firma de análise de blockchain Allium, divulgado na semana passada.
O número de transações também cresceu: 1,04 bilhão no período, avanço de 71%.
E tem de tudo um pouco: pagamentos entre consumidores, entre firmas e entre consumidores e firmas.
Detalhe: os cartões vinculados a stablecoins começaram a ganhar mais destaque na conversa. Os gastos com eles cresceram dez vezes e chegaram a US$ 3,9 bilhões (R$ 19,7 bilhões) até setembro.
Esses cartões, que estão populares no Brasil também, permitem usar saldos em stablecoins para fazer pagamentos em estabelecimentos que aceitam a bandeira correspondente, como Visa e Mastercard.
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Visa, Mastercard e stablecoins
Falando nas gigantes de pagamentos, Visa e Mastercard estão ampliando suas apostas em stablecoins
Na semana passada, a Visa anunciou que sua solução Visa Direct começou a levar pagamentos financiados com stablecoins para operações comerciais.
Na implementação inicial, firmas elegíveis podem usar a cripto dólar USDC para abastecer pagamentos internacionais em quase tempo real, em vez de depender exclusivamente dos prazos dos meios tradicionais
Já a Mastercard e a firma BVNK, adquirida pela gigante em agosto, lançaram a Global Money Platform.
A solução permite que bancos, fintechs e firmas ofereçam contas com moedas tradicionais e stablecoins, conversão em tempo real, cartões vinculados a esses ativos e transferências para contas bancárias locais.
Veja as cotações das principais criptomoedas às 7h30
Bitcoin (BTC): +0,07%, US$ 82.135,67
Ethereum (ETH): -0,20%, US$ 2.416,58
BNB (BNB): +0,02%, US$ 722,11
XRP (XRP): +0,01%, US$ 1,29
Solana (SOL): +0,31%, US$ 104,44
Outros destaques do mercado cripto
Flávio 78%, Lula 22% – com cripto. A eleição presidencial brasileira continua movimentando milhões de dólares no mercado de previsões. Na Polymarket, plataforma que permite negociar contratos sobre resultados de eventos usando criptos, o volume acumulado no mercado eleitoral brasileiro é de US$ 191 milhões (quase R$ 1 bilhão). No mercado sobre quem vencerá a eleição, Flávio Bolsonaro aparece com 78% de probabilidade implícita, contra 22% de Lula.
Exchange global pede licença cripto. O prazo para que firmas do setor cripto se adequem às regras do Banco Central está chegando: 30 de outubro. Na reta final, a exchange global OKX entrou com um pedido de autorização para atuar no Brasil como sociedade prestadora de serviços de ativos virtuais (SPSAV), categoria regulatória criada para firmas do setor. A informação foi publicada pela Exame.
Wall Street vê potencial na tokenização. A tokenização de ativos está no radar dos grandes bancos americanos. Durante a divulgação dos resultados do terceiro trimestre, executivos do Goldman Sachs, Wells Fargo e Morgan Stanley destacaram oportunidades na tecnologia. Para o CEO do Goldman, David Solomon, a tokenização pode ampliar a oferta de produtos, atrair clientes e impulsionar as negociações. Ele ponderou, porém, que a atividade ainda é pequena para o banco.
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Esta notícia foi originalmente publicada em:
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Autor: Lucas Gabriel Marins
