Tokenização já soma R$ 9 bilhões em captações no Brasil
Os emissores de tokens captaram cerca de R$ 9 bilhões no Brasil até agora, segundo dados da plataforma RWA Monitor, que acompanha o mercado local de tokenização.
Apenas entre os dias 8 e 14 de junho, as captações somaram R$ 24,74 milhões, uma queda de 13% em relação à semana anterior.
No total, o mercado brasileiro já acumula R$ 11,5 bilhões em emissões distribuídas em 3,8 bilhões de tokens.
As debêntures concentram a maior parte dos recursos captados, com R$ 3,4 bilhões, o equivalente a 37,9% do total.
Em seguida aparecem as Cédulas de Crédito Bancário (CCBs), que somam R$ 1,4 bilhão (15,3%), as notas comerciais, com R$ 1,2 bilhão (13,3%), e as Cédulas de Produto Rural (CPRs), também com cerca de R$ 1,2 bilhão (13,2%).
Duplicatas e contratos de recebíveis completam a lista dos principais instrumentos tokenizados, com participações de 6,9% e 5%, respectivamente.
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Prioridade da CVM
Vale lembrar que a tokenização é uma das prioridades do novo presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Otto Lobo, que tomou posse no início deste mês.
Na ocasião, ele afirmou que esse setor e a inteligência artificial estão reconfigurando a forma como ativos são emitidos, negociados e custodiados e que a autarquia “precisa regular dois mercados em paralelo (o tradicional e o tokenizado) sem parar nenhum dos dois”.
A CVM pretende iniciar até setembro deste ano a discussão pública dos pilares do marco regulatório para esse segmento.
Tokenização no mundo
Não é só no Brasil que a tokenização está ganhando força.
O mercado global de ativos do mundo real tokenizados (RWAs, na sigla em inglês) superou a marca de US$ 10 bilhões neste mês, segundo relatório da Binance Research.
A expectativa do braço de pesquisa da exchange é que esse mercado alcance US$ 6,78 trilhões nos próximos anos. Se a projeção se confirmar, o setor ficará 645 vezes maior do que é hoje.
Veja as cotações das principais criptomoedas às 7h50.
Bitcoin (BTC): -2,90%, US$ 62.176,74
Ethereum (ETH): -5,58%, US$ 1.648,63
BNB (BNB): -3,39%, US$ 571,03
XRP (XRP): -2,99%, US$ 1,10
Solana (SOL): -6,67%, US$ 68,68
Outros destaques do mercado cripto
OranjeBTC vai às compras. A OranjeBTC, maior tesouraria cripto do Brasil, resolveu reforçar o caixa. A firma comunicou nesta semana a compra de mais 18 bitcoins por cerca de US$ 1,15 milhão, a um preço médio de US$ 64.121 por unidade. Com a nova aquisição, a firma passou a deter 3.822 BTCs, o que a coloca entre as maiores firmas de capital aberto com reservas de bitcoin no mundo, ocupando a 24ª posição no ranking global.
Cripto fora das eleições. O Ministério Público Federal (MPF) reforçou nesta semana que criptomoedas não podem ser usadas para financiar campanhas eleitorais no Brasil. Segundo o órgão, a proibição existe porque as doações eleitorais precisam ter origem identificada e ser facilmente fiscalizadas. Por isso, candidatos e partidos só podem receber recursos por meios que permitam rastrear o doador, como Pix e transferências bancárias vinculadas ao CPF.
Trump mira ameaça quântica. A computação quântica voltou ao radar do mercado. Nesta semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou duas ordens executivas para acelerar o desenvolvimento da tecnologia e, ao mesmo tempo, reforçar a proteção de sistemas digitais contra ataques quânticos. A preocupação não é à toa: especialistas alertam que computadores quânticos poderão, no futuro, quebrar métodos de criptografia usados por muitas blockchains.
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Esta notícia foi originalmente publicada em:
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Autor: Lucas Gabriel Marins
