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Bitcoin, altcoins e uma pitada de stablecoins: as criptomoedas para agosto

O bitcoin (BTC) continua no topo das preferências dos analistas brasileiros para agosto. Entre oito players consultados pela reportagem do InvestNews, sete mantiveram a maior criptomoeda do mundo na lista de apostas para o mês.

Mas a cripto não reina sozinha. O ethereum (ETH) aparece com a mesma força, enquanto altcoins e stablecoins atreladas ao dólar – as preferidas dos investidores locais – também figuram entre os ativos digitais para ficar de olho.

Veja abaixo a lista. Essa compilação, porém, não deve ser encarada como uma recomendação de investimento. Ela serve para mostrar para onde os especialistas estão olhando neste momento. Além disso, assim como as ações, as criptomoedas costumam fazer mais sentido quando vistas com horizonte de longo prazo.

Bitcoin (BTC)

Depois da forte correção de junho, o bitcoin conseguiu se recuperar parcialmente em julho. O movimento, porém, ainda não tem a força de uma tendência de alta consolidada. Embora os indicadores técnicos também tenham melhorado, eles ainda não são totalmente convincentes, segundo Paulo Camargo, embaixador da OKX.

Ainda assim, o especialista afirma que o bitcoin continua sendo a principal referência do mercado. Por isso, o desempenho da criptomoeda em agosto deve ditar o apetite por risco do setor como um todo, em um momento em que os investidores seguem atentos aos rumos da política monetária nos Estados Unidos e aos indicadores da economia global.

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Ethereum (ETH)

A blockchain do ethereum segue ampliando sua posição como principal infraestrutura da economia digital. Isso porque, de acordo com Marcelo Person, diretor de Tesouraria e Mercado Cripto da Foxbit, stablecoins, tokenização de ativos, aplicações financeiras descentralizadas e soluções de segunda camada continuam impulsionando a atividade da rede.

Além disso, o avanço da adoção institucional do setor mantém o ETH entre os ativos mais relevantes para acompanhar no segundo semestre, segundo o especialista.

Solana (SOL)

Para o Mercado Bitcoin, a expectativa para a SOL, que apareceu em quatro carteiras, está concentrada no início da implementação de uma nova atualização, chamada Alpenglow, que busca aprimorar o processo de confirmação definitiva das transações realizadas na rede.

“Atualmente, essa confirmação pode levar aproximadamente 12,8 segundos. Com a implementação completa da atualização, o período poderá cair para cerca de 150 milissegundos, tornando as confirmações praticamente instantâneas”, diz a exchange, sinalizando que essa mudança pode ser especialmente importante para pagamentos e aplicações financeiras.

Aave (AAVE)

O AAVE, token da plataforma de mesmo nome, anda chamando bastante atenção do mercado. Isso porque tem se destacado no setor de finanças descentralizadas (DeFi), nome dado ao conjunto de aplicações financeiras que funcionam sobre blockchains e permitem a oferta de serviços monetários.

Para Francis Wagner, head de criptoativos da Hurst Capital, o projeto – mencionado por três analistas -, permanece como uma das principais recomendações dentro do segmento porque oferece “exposição direta ao crescimento dos mercados de crédito e empréstimos on-chain (na blockchain)”.

Uniswap (UNI)

É a principal exchange descentralizada (DEX) do setor cripto. O aumento da atividade nas blockchains e o amadurecimento das finanças descentralizadas colocam novamente o projeto entre os mais relevantes do setor, segundo Person, da Foxbit.

“O protocolo tende a capturar o crescimento do volume negociado em DeFi. Além disso, discussões sobre novos mecanismos de captura de valor para os detentores do token continuam fortalecendo a tese para o UNI”, diz o especialista. O token apareceu em duas carteiras.

Hyperliquid (HYPE)

O HYPE vem se destacando por seus fundamentos, acredita Matias Part, analista da Bitget. “Sua exchange de contratos perpétuos gera receitas consistentes, adota um mecanismo deflacionário de queima de tokens e vem ampliando sua participação de mercado mês após mês”, diz.

Contratos perpétuos são derivativos que permitem negociar a variação do preço de criptomoedas sem comprar o ativo. Já a queima de tokens retira permanentemente parte das moedas de circulação, reduzindo a oferta.

Além disso, diferentemente da maioria das altcoins, a plataforma não enfrenta grandes desbloqueios de tokens de investidores iniciais que possam aumentar a pressão vendedora, segundo Part. A cripto é a aposta de duas carteiras.

Cripto dólar

Vale reservar um espaço na carteira também para as stablecoins, segundo Felipe Martorano, analista de criptoativos da Levante Investimentos. Isso porque o mercado ainda tem alguns gatilhos importantes no curto prazo para essa classe, citada por dois analistas.

“Um dos principais deles é o avanço da Clarity Act nos Estados Unidos, projeto que busca estabelecer regras mais claras para o mercado de ativos digitais e definir melhor as competências dos órgãos reguladores. A possível aprovação poderia funcionar como um importante catalisador positivo”.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h.

Bitcoin (BTC):  -0,91%, US$ 62.567,15

Ethereum (ETH): -1,30%, US$ 1.841,98

BNB (BNB): +0,55%, US$ 586,11

XRP (XRP): -1,07%, US$ 1,06

Solana (SOL): -1,00%, US$ 72,44

Outros destaques do mercado cripto

Primeira rodada sobre tokenização. Lembram que, dias atrás, contamos aqui que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) havia criado um grupo de trabalho para discutir a tokenização? Pois bem, aconteceu a primeira reunião. Cerca de 50 representantes de diferentes entidades – como Anbima, Abcripto e outras – debateram a criação de ambientes de testes para emissão, negociação e pós-negociação de ativos tokenizados.

Compra milionária. Tem movimentação no mercado cripto brasileiro. A Evertec, firma de tecnologia para o setor monetário na América Latina e no Caribe, anunciou a compra de 67% da BBChain, companhia brasileira especializada em infraestrutura blockchain para instituições financeiras. O negócio foi fechado por R$ 28 milhões. Detalhe: essa é a quinta aquisição da firma por aqui.

Mistério com os bitcoins. A Trump Media, dona da Truth Social, movimentou 2.628 bitcoins, avaliados em cerca de US$ 165 milhões, para a exchange Crypto.com. A dúvida é se a operação representa uma venda ou apenas uma transferência para custódia, já que a corretora também presta esse serviço à firma. A Trump Media não comentou o caso. Segundo analistas, caso os bitcoins tenham sido vendidos, a firma teria registrado um prejuízo milionário.

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Esta notícia foi originalmente publicada em:
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Autor: Lucas Gabriel Marins

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