Banco vê potencial de alta de 40 vezes para token da Uniswap
O UNI, token da exchange descentralizada Uniswap, entrou no radar do Standard Chartered.
Em relatório recente, a equipe de pesquisa do banco britânico afirmou que o ativo digital, negociado a cerca de US$ 2,93 nesta quarta-feira (24), pode alcançar US$ 100 até o fim de 2030 – uma valorização de cerca de 40 vezes.
A tese está ligada ao avanço da tokenização, processo que transforma ativos tradicionais em versões digitais registradas em blockchain. Segundo o banco, a migração desses ativos para o universo das finanças descentralizadas (DeFi) deve impulsionar a demanda por plataformas como a Uniswap, uma das principais infraestruturas de negociação do setor.
DeFi é o nome dado ao conjunto de aplicações financeiras construídas em blockchain, incluindo serviços como empréstimos, investimentos, negociações e pagamentos sem a necessidade de intermediários tradicionais.
Nas estimativas do Standard Chartered, o valor total de ativos bloqueados em protocolos DeFi pode atingir US$ 2,7 trilhões nos próximos quatro anos, o equivalente a um crescimento de 37 vezes em relação aos níveis atuais.
“Se a Uniswap conseguir comercializar o suficiente e criar parcerias significativas com o setor de finanças tradicionais (TradFi) para escalar, seu múltiplo de capitalização de mercado em relação às taxas de transação provavelmente aumentará”, escreveu Geoffrey Kendrick, chefe global de pesquisa de ativos digitais do banco.
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Captura de valor
Apesar do otimismo, a instituição financeira reconhece riscos para a tese. Entre eles está a possibilidade de outras exchanges descentralizadas ganharem espaço e capturarem parte do crescimento esperado para o mercado de ativos tokenizados.
Em relatório recente, a casa de análise Fintrender também afirmou que a Uniswap está bem posicionada para se beneficiar da migração de ativos monetários para a blockchain, graças à sua liderança entre as exchanges descentralizadas.
O principal ponto de atenção, porém, é a chamada captura de valor. Segundo a análise, apenas entre 3% e 7% das taxas geradas pela Uniswap chegam atualmente aos detentores do token, enquanto a maior parte da receita continua sendo direcionada aos provedores de liquidez.
Na prática, isso significa que o sucesso da plataforma não se traduz automaticamente em ganhos para os investidores do UNI.
Para a Fintrender, a tese de investimento depende principalmente da capacidade da Uniswap de aumentar a parcela das receitas capturada pelo token UNI. Ao mesmo tempo, a análise considera fundamental que a tokenização de ativos avance e leve um volume crescente de recursos para o universo das finanças descentralizadas.
Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h.
Bitcoin (BTC): +0,38%, US$ 62.432,11
Ethereum (ETH): +0,81%, US$ 1.662,78
BNB (BNB): +0,68%, US$ 575,46
XRP (XRP): -1,42%, US$ 1,08
Solana (SOL): +0,59%, US$ 69,05
Outros destaques do mercado cripto
B3 na corrida da tokenização. O Morgan Stanley colocou a B3 no grupo de bolsas globais com maior potencial para ganhar espaço na nova fase dos mercados monetários, marcada pela tokenização de ativos. Em relatório recente, o banco cita a companhia brasileira ao lado de nomes como Nasdaq, LSEG e SGX, avaliando que sua estrutura de serviços e investimentos em ativos digitais pode ajudá-la a capturar parte do crescimento desse mercado nos próximos anos.
Cripto ganha voz no Brasil. O movimento internacional Stand With Crypto lançou oficialmente sua operação no Brasil, sob o nome Juntos por Cripto. A iniciativa pretende ampliar a participação da comunidade cripto nos debates sobre regulamentação e políticas públicas para o setor. Como parte da estratégia, o grupo apresentou uma plataforma que vai acompanhar projetos de lei relacionados a ativos digitais.
Corte na Fundação Ethereum. A situação não está muito boa na Fundação Ethereum, organização sem fins lucrativos criada para apoiar o desenvolvimento do ETH. A entidade anunciou a demissão de cerca de 20% de sua equipe, o equivalente a 54 funcionários, como parte de uma reestruturação interna. Segundo a organização, a mudança busca concentrar recursos em áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento da rede.
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Esta notícia foi originalmente publicada em:
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Autor: Lucas Gabriel Marins

