Bitcoin cai abaixo de US$ 70 mil pressionado por ETFs e Strategy
O bitcoin (BTC) voltou a ser negociado abaixo dos US$ 70 mil na manhã desta terça-feira (2), pressionado pelas retiradas nos ETFs de bitcoin, pela venda de ativos da Strategy e pelas incertezas geopolíticas.
Os fundos de bitcoin negociados em bolsa nos Estados Unidos registraram 11 pregões consecutivos de saídas, a pior sequência desde o lançamento desses produtos, em janeiro de 2024.
No período, os investidores retiraram US$ 3,45 bilhões. Somente na segunda-feira (1), as saídas somaram US$ 483 milhões, puxadas principalmente pelo IBIT, ETF da BlackRock.
Segundo analistas, esse movimento aponta para uma clara fraqueza do mercado e para uma postura mais cautelosa dos investidores institucionais, grandes usuários desses produtos.
Em nota divulgada nesta semana, Jasper de Maere, estrategista da Wintermute, afirmou que o principal ponto de atenção agora é saber se os ETFs voltarão a registrar entradas consistentes.
“Isso marcou o retorno institucional em abril, e sua ausência é o que mantém o mercado à vista sobrecarregado”.
A venda da Strategy
Outro fator que pesou sobre o BTC foi a Strategy, maior tesouraria corporativa de bitcoin do mundo. A firma anunciou a venda de 32 bitcoins por US$ 2,5 milhões, segundo documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês).
A operação chamou atenção por ser a primeira venda desde dezembro de 2022. O movimento também surpreendeu parte do mercado porque, nos últimos anos, a companhia vinha defendendo a ideia de que continuaria comprando bitcoin indefinidamente.
O peso da geopolítica
Além dos ETFs e da venda realizada pela Strategy, o cenário geopolítico também aumenta a aversão ao risco nos mercados. Investidores acompanham com cautela as negociações entre Estados Unidos e Irã, em meio ao aumento das tensões na região.
Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h.
Bitcoin (BTC): -4,25%, US$ 69.503,11
Ethereum (ETH): -0,08%, US$ 1.980,63
BNB (BNB): -3,06%, US$ 679,08
XRP (XRP): -2,98%, US$ 1,26
Solana (SOL): -2,10%, US$ 79,09
Outros destaques do mercado cripto
Visa: stablecoins não vão substituir cartões. Vez ou outra surge aquele papo: será que as stablecoins vão acabar com os cartões e mudar a forma como fazemos pagamentos? Pois no TokenNation 2026, evento realizado na Bienal de São Paulo nos dias 1 e 2 deste mês, a diretora de Moedas Digitais da Visa, Antônia Souza, disse que não. Segundo ela, essas criptos super famosinhas não competem com os cartões, mas complementam a tecnologia já existente.
Mais uma stablecoin de real. E falando em stablecoins… sabem a Binance, a maior exchange do mundo? Pois a gigante estuda colocar no mercado uma criptomoeda atrelada ao real. A novidade seria lastreada em títulos públicos brasileiros e permitiria aos usuários receber o rendimento diário desses ativos – até no fim de semana. Esse setor está super aquecido no Brasil: já existem quase 15 criptomoedas ligadas à moeda brasileira.
A UNICEF e a blockchain. Cripto é muito mais do que apenas gerar lucros (ou prejuízos) para investidores. Veja o caso da UNICEF. A organização tem 23 soluções baseadas em blockchain, que impactam direta e indiretamente 31 milhões de vidas em 159 países. Bastante coisa, né? Detalhe: eles usam a tecnologia por trás das criptos desde 2017 por causa da auditabilidade (facilidade de verificar transações), do código aberto (que pode ser analisado por qualquer um) e da escala (capacidade de atender milhões de usuários).
O que achou dessa notícia? Deixe um comentário abaixo e/ou compartilhe em suas redes sociais. Assim deixaremos mais pessoas por dentro do mundo das finanças, economia e investimentos!
Esta notícia foi originalmente publicada em:
Fonte original
Autor: Lucas Gabriel Marins