ETFs de bitcoin vivem o pior mês da história
Os ETFs de bitcoin (BTC) à vista dos Estados Unidos, principal porta de entrada para investidores institucionais no mercado cripto, caminham para registrar o pior mês desde seu lançamento, em janeiro de 2024.
Faltando apenas dois dias para o fim de junho, esses fundos já acumulam US$ 4,1 bilhões em saídas, superando o recorde anterior de US$ 3,56 bilhões, registrado em fevereiro de 2025. Os dados são da plataforma SoSoValue.
A retirada de recursos mostra que parte dos investidores reduziu exposição ao ativo em meio ao aumento da aversão ao risco nos mercados.
Quando há grandes resgates, os gestores dos ETFs precisam vender parte dos bitcoins que mantêm em carteira, o que amplia a pressão sobre o preço da criptomoeda.
Na manhã desta segunda-feira (29), o bitcoin é negociado na faixa dos US$ 59 mil, acumulando queda de quase 1% no dia e de aproximadamente 20% em junho.
Além das saídas dos ETFs, o bitcoin também é pressionado por fatores macroeconômicos, como a expectativa de juros elevados nos Estados Unidos por mais tempo e a realização de lucros em ações de tecnologia.
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Ainda são gigantes
Apesar das fortes saídas, os ETFs continuam entre os maiores investidores institucionais em bitcoin.
Juntos, os 13 fundos à vista administram cerca de US$ 72,8 bilhões em BTC, o equivalente a 6,08% do valor de mercado da criptomoeda.
O maior deles segue sendo o IBIT, da BlackRock, com US$ 60,8 bilhões em bitcoin. Em seguida aparece o FBTC, da Fidelity, com US$ 10,1 bilhões.
Veja as cotações das principais criptomoedas às 7h50.
Bitcoin (BTC): -0,87%, US$ 59.759,56
Ethereum (ETH): -0,54%, US$ 1.570,92
BNB (BNB): -0,80%, US$ 552,73
XRP (XRP): -1,03%, US$ 1,04
Solana (SOL): +1,16%, US$ 72,84
Outros destaques do mercado cripto
Nova parceria. A Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABcripto), entidade que representa firmas do setor de ativos digitais no Brasil, fechou uma parceria com a Chainalysis, firma especializada em análise de dados de blockchain e rastreamento de transações de criptomoedas. A cooperação prevê ações de capacitação, treinamentos e eventos voltados a reguladores, autoridades públicas e participantes do mercado.
Duplicatas digitais. O Banco Central vai lançar na terça-feira (30) o ecossistema de duplicatas escriturais, versão totalmente digital das duplicatas mercantis – títulos que representam valores a receber por vendas de produtos ou serviços. A novidade reduz o risco de uma mesma duplicata ser usada como garantia em mais de uma operação e cria uma base mais segura para a tokenização de ativos, já que esses recebíveis podem ser transformados em tokens negociáveis em blockchain.
Crítica às stablecoins. O Banco de Compensações Internacionais (BIS), organização que reúne bancos centrais de vários países, colocou em dúvida o papel das stablecoins como dinheiro digital. Em seu relatório anual, a instituição afirma que esses ativos se comportam mais como cotas de ETFs do que como moedas, já que seu valor depende da confiança nas reservas do emissor e o resgate nem sempre ocorre de forma imediata. Para o BIS, essas características impedem que as stablecoins ofereçam a mesma segurança do dinheiro.
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Autor: Lucas Gabriel Marins