Ethereum quer se reinventar: entenda o plano e o impacto para o investidor
O ethereum (ETH), a segunda maior criptomoeda do mercado, vai passar por sua maior reformulação desde o Merge, atualização histórica realizada em 2022. O anúncio foi feito na semana passada por Vitalik Buterin, criador do projeto.
“O ethereum está se reinventando”, escreveu ele no X (antigo Twitter).
Uma das prioridades da nova fase, chamada de Lean Ethereum, será preparar a rede para a computação quântica, que no futuro poderá comprometer a criptografia usada para proteger as criptomoedas. A ideia é substituir, aos poucos, os mecanismos atuais por alternativas consideradas resistentes a essa tecnologia.
Buterin também afirmou que a privacidade passará a ser um dos pilares do protocolo. Em um momento de aproximação cada vez maior entre o mercado monetário tradicional e o universo das criptomoedas, o tema tem ganhado espaço nos debates do setor.
Segurança, velocidade e crescimento
Todo o código das principais mudanças deverá passar por verificações matemáticas formais para reduzir o risco de falhas de segurança e o ethereum também ganhará um novo sistema de verificação de transações.
O plano também prevê um mecanismo de consenso mais rápido e eficiente – processo que permite aos computadores da rede concordarem sobre quais transações são válidas -, além de mudanças na forma como os dados são armazenados e melhorias para aumentar a escalabilidade, ou seja, a capacidade da blockchain de processar um volume maior de transações sem perder desempenho.
A expectativa é que essas transformações sejam implementadas gradualmente ao longo dos próximos três ou quatro anos.
Newsletter: quer saber mais sobre cripto? Assine o Morning Cripto do InvestNews!
O que o mercado achou?
A proposta foi bem recebida por parte da comunidade de desenvolvedores, embora o cronograma tenha gerado críticas.
Eli Ben-Sasson, cofundador da firma de software StarkWare, afirmou nas redes sociais que ficou satisfeito ao ver a segurança contra ataques quânticos ganhar prioridade no roteiro de desenvolvimento do ethereum. Na avaliação dele, porém, esperar de três a quatro anos para concluir essa etapa é “tempo demais”.
Já Dankrad Feist, ex-pesquisador da Ethereum Foundation, classificou o plano como repleto de “funcionalidades incríveis”, mas também criticou o prazo previsto. Segundo ele, essas mudanças deveriam ser concluídas em cerca de um ano.
O que isso significa para o investidor?
No curto prazo, pouca coisa deve mudar para quem compra ou mantém ETH na carteira. No longo prazo, porém, a proposta pode reforçar a competitividade da cripto. Se tudo ocorrer bem, a expectativa é que essas melhorias possam fortalecer o ecossistema e ampliar a adoção da rede por firmas e desenvolvedores.
Mesmo antes do anúncio, o ethereum já figurava entre nas carteiras recomendações de parte dos analistas brasileiros. Na avaliação deles, a rede continua sendo a principal infraestrutura para a tokenização de ativos do mundo real, tendência que pode impulsionar sua adoção nos próximos anos.
Na manhã desta terça-feira (7), o ETH era negociado a US$ 1.771,97, com alta de 0,10% no dia e valorização de 12,32% em uma semana.
Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h.
Bitcoin (BTC): +0,52%, US$ 63.197,89
Ethereum (ETH): +0,10%, US$ 1.771,97
BNB (BNB): +0,32%, US$ 577,35
XRP (XRP): +1,80%, US$ 1,12
Solana (SOL): +0,25%, US$ 80,81
Outros destaques do mercado cripto
De olho no mercado brasileiro. Mais uma firma estrangeira está de olho no Brasil. A Coins.xyz, plataforma focada em pagamentos com stablecoins, anunciou que pretende pedir autorização ao Banco Central para atuar como prestadora de serviços de ativos digitais no país. A firma, que começou a operar por aqui em 2025, quer oferecer serviços de corretagem e custódia de criptomoedas.
Cadê a reserva de bitcoin, EUA? No ano passado, o presidente dos EUA, Donald Trump, determinou a criação de uma reserva estratégica de bitcoin no país. O mercado gostou, claro. O plano, porém, ainda não saiu do papel e diferentes departamentos do governo discutem quem deve administrar os ativos e se há respaldo legal para isso. Vale notar que hoje o país tem cerca de US$ 20 bilhões em bitcoin, provenientes, principalmente, de apreensões judiciais.
Até a Strategy vendeu. E aconteceu, minha gente. A Strategy, maior tesouraria corporativa de bitcoin do mercado, vendeu parte de suas reservas pela primeira vez em anos. A firma de Michael Saylor levantou US$ 216 milhões com a operação, a maior desde que começou a acumular bitcoin, em 2020. A venda marca uma mudança importante para a companhia, que sempre defendeu comprar a cripto e mantê-la em carteira.
O que achou dessa notícia? Deixe um comentário abaixo e/ou compartilhe em suas redes sociais. Assim deixaremos mais pessoas por dentro do mundo das finanças, economia e investimentos!
Esta notícia foi originalmente publicada em:
Fonte original
Autor: Lucas Gabriel Marins
