IPO da Compass levanta R$ 3,2 bilhões e quebra jejum na B3
Os acionistas da Compass Gas e Energia levantaram R$ 3,2 bilhões na primeira oferta pública inicial no Brasil em quase cinco anos, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.
A firma de gás natural e energia vendeu 89,3 milhões de ações a R$ 28 cada na quinta-feira, 7, o piso da faixa indicativa de preço, disseram as pessoas, que pediram para não serem identificadas porque a informação não era pública. Incluindo o lote suplementar e parte do lote adicional, o total captado foi de R$ 3,2 bilhões, acrescentaram.
A Compass não comenta.
O IPO é o primeiro na B3 desde 2021, encerrando um período de quase cinco anos sem novas listagens no Brasil. A oferta ocorre em meio a uma forte alta das ações locais, impulsionada por investidores estrangeiros, que levou o índice de referência Ibovespa a sucessivos recordes.
O IPO da Compass foi inicialmente planejado para 2020, mas acabou cancelado devido à deterioração das condições de mercado. Os planos foram retomados enquanto a controladora Cosan busca vender ativos e reduzir a alavancagem, após uma série de apostas não lucrativas e juros elevados pressionarem os resultados.
A produtora de açúcar e etanol Raízen — uma joint venture entre o conglomerado e a Shell — está passando por uma reestruturação extrajudicial.
A oferta foi totalmente secundária, com um grupo de acionistas vendendo participações, incluindo Cosan, Atmos e uma unidade do Banco Bradesco. As ações devem começar a ser negociadas em 11 de maio, sob o ticker PASS3.
O Banco BTG Pactual liderou o IPO, com Bank of America Corp, Banco Bradesco BBI, Citigroup, Itaú BBA, Banco Santander Brasil, JPMorgan Chase & Co, XP, BNP Paribas e UBS BB Investment Bank atuando como coordenadores.
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Esta notícia foi originalmente publicada em:
Fonte original
Autor: Bloomberg

