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Zuckerberg quer que os novos agentes de IA da Meta administrem todo o seu negócio

Por mais de 20 anos, a Meta foi uma firma focada no consumidor. Isso agora começa a mudar.

A companhia lançou na quarta-feira (3) um agente de inteligência artificial voltado para firmas em seus serviços WhatsApp, Instagram e Messenger em todo o mundo. A ferramenta autônoma poderá responder perguntas de clientes, agendar compromissos e fechar vendas, entre outras funções. No futuro, a Meta afirma que suas capacidades incluirão pesquisa de mercado, inteligência competitiva e integração com ferramentas de gestão de calendário das firmas.

“À medida que nossos modelos avançam, seu agente assumirá cada vez mais funções e, eventualmente, ajudará você a administrar todo o seu negócio”, disse o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, durante um discurso gravado em uma conferência em Londres onde o lançamento foi anunciado.

O desenvolvimento de agentes de IA para firmas representa um passo importante na ampliação gradual da Meta, que busca deixar de ser apenas uma firma de anúncios direcionados ao consumidor para também oferecer assinaturas e serviços a clientes corporativos.

Zuckerberg passou a falar mais publicamente sobre oportunidades no segmento firmarial, enquanto a companhia aumenta seus investimentos em infraestrutura de IA — que podem chegar a US$ 145 bilhões em despesas de capital neste ano.

A Meta já vinha testando o agente firmarial em alguns países em escala limitada antes do lançamento desta quarta-feira e afirma que já tem 1 milhão de firmas usando a ferramenta. O uso é gratuito por enquanto, mas nos próximos meses a firma deve transformá-lo em um serviço por assinatura com diferentes níveis de preço.

Como parte da iniciativa, a Meta também está lançando uma plataforma separada de agentes para grandes firmas que já usam o WhatsApp para gerenciar suas operações. Esse serviço será cobrado por uso, em vez de uma assinatura fixa.

Mais de 200 milhões de pequenas firmas usam o WhatsApp, segundo a companhia. Em dezembro, a Meta afirmou ter atingido uma taxa anualizada de US$ 2 bilhões com seus serviços pagos de mensagens na plataforma.

O negócio principal de anúncios da Meta continua forte, mas o número de usuários ativos diários — métrica acompanhada de perto por investidores — caiu sequencialmente pela primeira vez desde que a firma passou a reportá-la em 2019.

Após a queda das ações com o anúncio de que a firma aumentaria ainda mais seus investimentos em data centers, Zuckerberg disse a acionistas que iniciar um negócio de computação em nuvem está “definitivamente na mesa”.

“Quase toda semana, há firmas de fora que nos procuram para criar um serviço de API ou perguntam se temos capacidade computacional para vender”, disse ele. “Ainda não fizemos isso porque acreditamos que temos uso interno para esse poder de computação. Mas, se chegarmos ao ponto de sentir que construímos capacidade em excesso, essa é uma opção.”

Em meio a uma estratégia vista por analistas como tentativa de compensar esses altos investimentos, a Meta anunciou recentemente novas assinaturas para Instagram, Facebook e WhatsApp e começou a testar assinaturas para seu chatbot de IA.

A firma planeja, no fim, criar agentes para seus 3,5 bilhões de usuários diários. Ao falar sobre esse objetivo, Zuckerberg tem enfatizado cada vez mais que isso inclui agentes tanto para uso pessoal quanto firmarial.

Na última teleconferência de resultados, em abril, Zuckerberg afirmou acreditar que o futuro verá um “aumento massivo do empreendedorismo, com pessoas criando coisas que sempre quiseram que existissem, mas que antes não tinham ferramentas para isso”.

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Autor: Karla Mamona

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