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Bitcoin cai para menor preço em 45 dias pressionado por ETFs e tensão geopolítica

O bitcoin (BTC) opera em queda na manhã desta quinta-feira (28), na faixa dos US$ 73 mil – o pior preço em 45 dias, segundo dados da plataforma CoinGecko.

A criptomoeda está sendo pressionada pelas saídas nos ETFs (fundos negociados em bolsa) americanos e pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã.

Esses fundos, os preferidos dos investidores institucionais, registraram oito pregões seguidos de retiradas, totalizando US$ 2,6 bilhões. Algo assim não acontecia desde setembro de 2024.

Só na quarta-feira (27), os ETFs tiveram US$ 733,4 milhões em saídas. O IBIT, fundo da gestora BlackRock, respondeu por US$ 527,8 milhões do total – o segundo maior resgate em um único dia desde o lançamento do produto, em janeiro de 2024.

Parte dessas retiradas está ligada à redução do apetite global por risco em meio à retomada do conflito entre Estados Unidos e Irã.

Ontem, o governo de Donald Trump realizou novos ataques ao país do Oriente Médio, segundo a agência de notícias Reuters. O movimento pressionou o preço do petróleo e elevou os rendimentos dos títulos do Tesouro americano.

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O mercado também aguarda hoje os dados da inflação PCE dos Estados Unidos, medida preferida do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que podem voltar a mexer com as expectativas para os juros no país.

“A combinação de novo risco geopolítico, petróleo em alta, yields pressionados e expectativa por um PCE forte cria um ambiente desfavorável para ativos de risco”, diz André Franco, CEO da Boost Research.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 7h50.

Bitcoin (BTC):  -3,33%, US$ 73.267,78

Ethereum (ETH): -4,32%, US$ 1.986,09

BNB (BNB): -3,22%, US$ 632,09

XRP (XRP): -2,98%, US$ 1,28

Solana (SOL): -3,68%, US$ 80,70

Outros destaques do mercado cripto

Brasileiros triplicam gastos com criptomoedas. Olha, os brasileiros andam gastando um bocado com criptomoedas, viu? O chefe do departamento de estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, disse para o jornal Valor Econômico que as despesas de abril com moedas digitais foram de US$ 2,7 bilhões. Detalhe: esse montante é três vezes maior do que o registrado no mesmo mês do ano passado: US$ 920 milhões. Sinal de que o setor está crescendo a galope por aqui – mesmo com a volatilidade.

Mastercard dá mais um passo no mundo cripto. A Mastercard conseguiu uma BitLicense em Nova York – uma das licenças mais rígidas do mercado cripto nos Estados Unidos. Na prática, a gigante de pagamentos avança nos planos de criar infraestrutura baseada em blockchain, com foco em stablecoins e depósitos tokenizados. Traduzindo: as big techs financeiras estão se preparando para um mundo em que o sistema tradicional e as criptos caminham lado a lado.

Cripto e apostas – tudo junto e misturado. A Polymarket, plataforma de contratos futuros com cripto, ganhou uma concorrente de peso: a Hyperliquid. O protocolo, que vem chamando atenção por liberar negociação de contratos ligados a ouro, dólar e até a Bolsa brasileira, ampliou sua plataforma de mercados de previsão e agora permite apostar em eventos do mundo real, como inflação nos Estados Unidos e decisões de política monetária.

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Esta notícia foi originalmente publicada em:
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Autor: Lucas Gabriel Marins

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