Carro elétrico pode gastar cinco vezes menos do que veículos flex tradicionais
A alta dos preços dos combustíveis em meio ao fechamento do Estreito de Ormuz na guerra entre os EUA e o Irã impulsionou ainda mais o interesse pelos veículos elétricos. Mas não é para menos, no dia a dia o uso da eletricidade pode significa um custo mais de cinco vezes menor em comparação a abastecer o carro com gasolina ou álcool.
Nos EUA, a Zero Emission Transportation Association calculou que, em média, os donos de veículos elétricos economizam entre US$ 1,2 mil a US$ 2,3 mil por ano comparado a proprietários de carros movidos a combustíveis fósseis.
A variação encontrada se refere aos preços da gasolina em cada Estado americano.
Mas e aqui no Brasil, onde a gasolina é 18% mais cara que nos EUA? Sem considerar custos como manutenção e depreciação, ter um carro a bateria neste momento pode representar uma economia de alguns milhares de reais em um ano.
Vamos considerar uma pessoa que rode cerca de 1,5 mil quilômetros por mês ou 18 mil quilômetros por ano. O dono de um veículo que use apenas gasolina vai desembolsar R$ 690 por mês. Se abastecer apenas com álcool o custo vai cair para R$ 600 já considerando a diferença de desempenho entre os dois tipos de combustíveis
No ano, seriam gastos de R$ 8,3 mil e R$ 7,2 mil respectivamente.
Um veículo totalmente elétrico, por sua vez, vai ter um custo de R$ 135 para rodar os meses 1,5 mil quilômetros no mês. Ou de R$ 1,6 mil em um ano.
Trata-se de uma economia de R$ 6,7 mil comparado ao carro a gasolina ou de R$ 5,6 mil ante o uso apenas de álcool. Significa que o veículo que um veículo flex tradicional vai ter um desembolso entre 300% e 400% maior para encher o tanque.
Já os veículos híbridos ficam no meio termo. Se considerarmos o uso no modo elétrico e a gasolina em 50% cada, o custo seria entre 20% e 32% menor do que o carro flex tradicional.
É claro que a relação entre custos pode mudar, se houver uma queda nos preços da gasolina e álcool e uma alta da energia elétrica. Mas, no cenário atual, a bateria se mostra mais amiga do bolso.
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Autor: Sérgio Tauhata
