Casamento de Taylor Swift vira megashow de luxo — e pode ter custado até US$ 50 milhões

Transformar o Madison Square Garden em um casamento íntimo pode custar entre US$ 35 milhões e US$ 50 milhões. A estimativa é de especialistas em eventos ouvidos pela revista People. Os cálculos de profissionais consultados pela Forbes, outra publicação americana, apontam para US$ 20 milhões – ainda assim, um cheque possível para poucos bolsos.
Foi nesse cenário que Taylor Swift, 36 anos, se casou com o jogador do Kansas City Chiefs Travis Kelce, também de 36, na sexta-feira, 3, às vésperas do feriado da independência dos Estados Unidos e em meio à agitação da Copa do Mundo sediada pelo país.
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A cerimônia foi celebrada pelo ator Adam Sandler, segundo a Bloomberg. O casal dispensou madrinhas e padrinhos tradicionais: Austin Swift e Jason Kelce, irmãos dos noivos, ocuparam os postos de honra.
O preço de esvaziar uma arena
O Madison Square Garden tem quase seis décadas e foi projetado para shows e jogos com dezenas de milhares de pessoas, não para casamentos. Segundo Perotti, o aluguel do espaço por vários dias já pode chegar perto de US$ 1 milhão por dia, antes de qualquer decoração.
A produção também precisa reduzir visualmente a escala da arena. Isso exige grandes volumes de veludo para cobrir assentos, arranjos florais monumentais e estruturas capazes de baixar visualmente o teto, segundo o designer. Servir um jantar de alto padrão dentro de um espaço que não foi pensado para isso soma outra camada de complexidade logística.
A cerimônia também virou um evento urbano. Ruas ao redor da arena foram fechadas e cerca de 140 policiais foram escalados para a região, de acordo com a Bloomberg. Do lado de fora, uma tela digital exibia a frase “JUST&T MARRIED”, trocadilho com as iniciais dos noivos.
Dior, Cartier e Louboutin
Os trajes dos noivos foram assinados pela Christian Dior Haute Couture, com looks supervisionados por Jonathan Anderson, diretor criativo das linhas feminina, masculina e de alta-costura da grife. Os sapatos vieram sob medida da Christian Louboutin, segundo a publicista de Swift, Tree Paine, e a cantora usou joias da Cartier.
Para essas marcas, vestir Swift em um casamento significa ocupar uma vitrine amplificada por fãs, imprensa de entretenimento e veículos de moda. O padrão já havia se confirmado no noivado: o vestido Ralph Lauren de US$ 320 usado por Swift nas fotos esgotou em minutos, e a designer do anel, Kindred Lubeck, saiu de uma operação pequena de joias sob medida para ter o desenho replicado e vendido online.
A publicação do pedido de casamento no Instagram, feito no quintal da casa de Kelce no Kansas, somou 7 milhões de curtidas na primeira hora e 37 milhões no total.
A engrenagem por trás da “Swiftonomics”
O fenômeno não é novo. As turnês de Swift já haviam mostrado capacidade de movimentar hotéis, restaurantes, transporte e venda de ingressos em cada cidade visitada, o que a indústria batizou de “Swiftonomics”.
Entre o noivado e o casamento, a cantora ampliou essa engrenagem: liderou as paradas com o álbum “The Life of a Showgirl”, levou fãs aos cinemas da AMC para uma versão visual do projeto, lançou uma série documental de seis episódios no Disney+ sobre a Eras Tour e escreveu uma música para o filme “Toy Story 5”, da Disney.
A lista de convidados reforçou a escala do evento: segundo a Associated Press, estiveram presentes Camila Cabello, Hugh Grant, Ethan Hawke e Karlie Kloss, além de jogadores de futebol americano como Kareem Hunt, Cooper Kupp e JuJu Smith-Schuster.
A indústria de casamentos deve ser uma das primeiras a sentir o efeito. Organizadores de eventos, joalheiros e plataformas de inspiração para noivas tendem a rastrear cada escolha estética da cerimônia em busca do próximo produto a viralizar. E não deve demorar muito para isso.
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Autor: Raquel Brandão