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CEO da Ferrari afirma que primeiro carro elétrico já acumula pedidos apesar de críticas

O CEO da Ferrari, Benedetto Vigna, disse que o primeiro modelo elétrico da marca, com preço previsto de €550.000 (US$ 638.660), já está recebendo pedidos de clientes antigos e novos, após o design do carro provocar uma onda de críticas.

A montadora de supercarros apresentou nesta semana, pela primeira vez, uma visão completa do Ferrari Luce. O design do veículo elétrico a bateria, uma ruptura em relação ao estilo tradicional da Ferrari, foi comparado de forma negativa a modelos elétricos já disponíveis no mercado. As ações da firma chegaram a cair.

“O Ferrari Luce não tem nada a ver com os carros elétricos que vocês já viram de outros fabricantes”, disse Vigna na quinta-feira (27), em um evento em Modena, na Itália. “Você precisa vê-lo e dirigi-lo para entender que ele não foi copiado — nem o interior, nem o exterior, nem o desempenho.”

Benedetto Vigna — Fotógrafo: Hollie Adams/Bloomberg

O modelo elétrico da marca de Maranello marca uma mudança importante em relação à tradição da Ferrari de esportivos com motor a combustão. O ex-presidente Luca Cordero di Montezemolo, que deixou o cargo em 2014, também comentou o Luce, dizendo que o veículo corre o risco de destruir uma lenda da indústria automotiva.

Além do formato do carro de quatro portas e cinco lugares, liderado pelo ex-chefe de design de produtos da Apple, Jony Ive, o sucesso ou fracasso será decidido, em última instância, pelos clientes da Ferrari, acostumados há muito tempo a uma firma que produz muito menos carros do que poderia vender.

“Olhem para as pessoas que estão nos escrevendo, para as pessoas que estão fazendo pedidos”, disse Vigna. “Alguns são clientes existentes e outros são novos.”

Vigna reconheceu que a firma pode ter dado atenção excessiva ao veículo elétrico, que foi revelado em um processo de três etapas ao longo de meses.

“Talvez tenha havido exposição excessiva do Luce”, disse ele. “Talvez algumas pessoas tenham entendido que a Ferrari iria se tornar totalmente elétrica.” “Continuaremos a fabricar todos os tipos de motores”, afirmou Vigna. “A resposta final vem dos clientes.”

Vigna também defendeu o preço previsto do Luce. “A inovação precisa ser paga”, disse ele. “Se você não paga pela inovação, você prejudica as pessoas que trabalham nela, a cadeia de suprimentos que a torna possível e a própria tecnologia.”

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Autor: Karla Mamona

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