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Copa do Mundo já movimenta US$ 3 bilhões em apostas com criptomoedas

Além de fazer torcedores comemorarem (ou sofrerem), a Copa do Mundo também está movimentando bilhões de dólares na Polymarket, plataforma que permite apostar em eventos futuros usando criptomoedas.

O principal mercado da competição, chamado “Vencedor da Copa do Mundo”, já acumula um volume negociado superior a US$ 3 bilhões nesta quinta-feira (25).

A França lidera as apostas, com 19% das negociações, seguida por Argentina (15%), Espanha (14%) e Inglaterra (11%). O Brasil, que venceu a Escócia por 3 a 0 na quarta-feira (24), aparece na 7ª posição, com 5%.

Na plataforma, que funciona em uma blockchain, os usuários negociam tokens “sim” e “não”, que representam diferentes resultados possíveis para um evento futuro.

Se o resultado escolhido realmente acontecer, os investidores podem trocar esses tokens pelo valor correspondente ao total apostado.

O mercado será liquidado em 20 de julho, um dia após a final da Copa do Mundo.

Polymarket e os riscos

Vale lembrar que a Polymarket, assim como outras plataformas de negociação de derivativos de eventos que não sejam econômico-monetários, foi proibida no Brasil em abril deste ano.

Naquele mês, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que os mercados preditivos não são legais nem regulados no Brasil e não se enquadram na regulamentação das apostas esportivas (bets).

Essas plataformas também são arriscadas. A Polymarket, por exemplo, ainda opera em uma zona cinzenta do ponto de vista regulatório. Além disso, a liquidez nela varia bastante entre os mercados, o que pode dificultar a venda das posições sem perdas.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h20.

Bitcoin (BTC):  -1,72%, US$ 61.264,11

Ethereum (ETH): -1,63%, US$ 1.630,78

BNB (BNB): -1,98%, US$ 562,34

XRP (XRP): -1,24%, US$ 1,06

Solana (SOL): -0,96%, US$ 68,15

Outros destaques do mercado cripto

4 bitcoins por 3 gols da Seleção. A OranjeBTC prometeu comprar 1 bitcoin para cada gol da Seleção na Copa do Mundo. E cumpriu. Ontem, a firma adquiriu quatro unidades da criptomoeda. Além dos três gols validados, a companhia também contou o gol de Vinicius Júnior no primeiro tempo, que acabou sendo anulado. Com isso, a tesouraria da firma chegou a 3.826 bitcoins, o que a coloca na 24ª posição entre as maiores bitcoin treasuries do mundo.

Gigante cripto desembarca no Brasil. A Blockchain.com (a firma, e não a tecnologia) decidiu desembarcar no Brasil. Chegou em terras brasileiras com uma solução cross-border (nome chique para uma plataforma que permite operações entre países). Segundo a companhia, a expansão veio após identificar uma demanda crescente por esse tipo de serviço no país. Quando a gente fala que o mercado cripto está atraindo firmas do mundo todo, não é exagero.

Stablecoin: moeda ou ativo virtual? Nem sempre o mercado cripto e o Banco Central enxergam as coisas da mesma forma. Em maio, por exemplo, o BC enviou uma nota ao Congresso afirmando que stablecoins não são ativos virtuais, mas moedas de emissão privada. A Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABcripto), porém, discorda e defende que elas devem ser classificadas como ativos virtuais. Parece apenas uma discussão de conceito, mas a definição pode mudar as regras que serão aplicadas ao setor.

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Autor: Lucas Gabriel Marins

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