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Volume de ações tokenizadas dispara e bate recorde de US$ 3,5 bilhões

O mercado de ações tokenizadas bateu um recorde histórico na segunda-feira (18), com US$ 3,57 bilhões negociados em apenas um dia. Na terça-feira (19), foram mais US$ 2,88 bilhões movimentados.

As ações tokenizadas são versões digitais de ações tradicionais registradas em blockchain. Na prática, um token representa um ativo monetário do mundo real e pode ser negociado em plataformas de criptomoedas.

O avanço aconteceu após a notícia de que a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês) prepara uma “isenção de inovação” para o setor. A medida pode permitir que plataformas ofereçam versões digitais de ativos negociados em bolsa com regras mais flexíveis.

Isso abriria espaço para que instituições financeiras tradicionais testem a tecnologia por trás das criptomoedas – a “famosinha” blockchain – sem precisar passar por todo o processo regulatório atual.

Organizações como a Depository Trust & Clearing Corporation (DTCC, uma das principais firmas de infraestrutura financeira dos EUA) e a bolsa de Nova York, a NYSE, vêm trabalhando nessa área.

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No início deste mês, o presidente da SEC, Paul Atkins, já havia sinalizado apoio a esse movimento e afirmado que a agência estuda uma regulamentação formal para sistemas de negociação baseados em blockchain.

Hoje, a maior parte do volume de ativos tokenizados está concentrado na Binance, maior exchange cripto do mundo, e na Hyperliquid, plataforma de negociação de derivativos, segundo dados do portal especializado em cripto The Block.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h.

Bitcoin (BTC):  +0,69%, US$ 77.440,78

Ethereum (ETH): +0,49%, US$ 2.128,09

BNB (BNB): +0,59%, US$ 643,29

XRP (XRP): -0,25%, US$ 1,36

Solana (SOL): +0,29%, US$ 84,90=

Outros destaques do mercado cripto

Brasil segurou a onda. Os fundos globais de criptomoedas registraram US$ 1,07 bilhão em saídas na semana passada, interrompendo uma sequência de seis semanas seguidas de entradas. O Brasil, porém, foi na contramão. Por aqui, esses produtos atraíram US$ 1 milhão, com destaque para os fundos de bitcoin. Sinal de que o apetite por risco ainda segue vivo entre os investidores brasileiros.

A blockchain sumiu – e isso é bom. Hoje, boa parte das compras físicas no Brasil já passa por tokenização – processo que transforma ativos tradicionais em registros digitais na blockchain. O dado foi citado pela Pomelo durante um evento realizado em São Paulo. Mas o que isso significa na prática? Que a blockchain começou a virar infraestrutura, e não mais “produto”. Ou seja: muita gente já usa a tecnologia sem nem perceber.

No mundo das stablecoins, o dólar é rei. As stablecoins até tentaram diversificar. Nos últimos cinco anos, moedas digitais pareadas em euro, iene e dólar canadense cresceram bastante em volume. Mas, no fim das contas, o dólar segue soberano: hoje, quase 100% do mercado de stablecoins ainda é dominado pela moeda americana. E tem um motivo forte para isso: além da força global do dólar, os emissores dessas moedas digitais estão lucrando cada vez mais com títulos do Tesouro dos EUA, que viraram a grande engrenagem financeira por trás do setor cripto.

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Esta notícia foi originalmente publicada em:
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Autor: Lucas Gabriel Marins

Dinheiro Portal

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