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Memecoins engatam rali e sobem até 25.000%; vale o risco?

A intervenção do Tesouro americano na semana passada jogou o mercado cripto em um rali que não se via há um bom tempo. O bitcoin (BTC), por exemplo, registrou o maior ganho semanal desde 2021.

Mas teve um setor que surfou ainda melhor a maré positiva: o de memecoins, aqueles tokens ligados a memes da internet ou piadas, que se popularizaram com o famoso dogecoin (DOGE).

Nas últimas semanas, algumas memecoins pouco conhecidas chegaram a subir mais de 25.000% na semana. É o caso da CyberLeek (CYBERLEEK), uma moedinha digital ligada ao vazando de vídeos do Grand Theft Auto VI (GTA 6), jogo que será lançado em novembro.

A história é a seguinte: um grupo de hackers obteve os vídeos antes do lançamento e os publicou na internet. Aproveitando a repercussão do caso, eles criaram o token para lucrar com o barulho gerado.

Mas o cardápio é variado. Tem a memecoin DebtReliefBot (DRB), criada pela inteligência artificial Grok, subindo 400%; a Chump Coin (CHUMP), uma sátira política aos EUA, avançando 235%; e um monte de token de gatinho, cachorrinho, sapo etc. subindo mais de 100%. Parece um zoológico.

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Bom negócio ou risco elevado?

O ponto é que, apesar da disparada no curto prazo, as memecoins são bem arriscadas. Primeiro porque são movidas por hype e, em geral, são pequenas – o que aumenta a volatilidade. A CYBERLEEK, por exemplo, tem valor de mercado de cerca de US$ 10 milhões, enquanto a DRB tem US$ 12 milhões. O do bitcoin, para comparação, é de cerca de US$ 1,5 trilhão.

Outra questão é a baixa liquidez. Ou seja, pode ser difícil encontrar comprador para vender os tokens sem pressionar o preço. Essas moedas também não são negociadas em todas as exchanges.

Terceiro: a maioria das memecoins não tem valor fundamental. Com exceção de algumas que conquistaram seu espaço no mercado, como DOGE e shiba Inu (SHIB), boa parte surge como brincadeira. É diferente de criptos como ethereum (ETH) e solana (SOL), que servem de base para o desenvolvimento de projetos e aplicações.

Sem contar que esse mercado é um campo fértil para golpes. Um relatório da firma Solidus Labs do ano passado mostrou que 98,6% dos tokens lançados na Pump.fun, plataforma que permite criar memecoins em poucos minutos, apresentavam sinais de serem esquemas fraudulentos.

O que isso significa para o investidor?

Cripto, por si só, já é considerado um mercado arriscado, assim como o de ações. No caso das memecoins, o risco é ainda maior. O investidor que deseja se aventurar nesse mercado, portanto, precisa tomar cuidado na escolha do token, segundo analistas. A recomendação é investigar a comunidade por trás do projeto, qual blockchain é utilizada e ficar de olho nos dados de movimentação em plataformas como CoinMarketCap e CoinGecko.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h.

Bitcoin (BTC):  +2,27%, US$ 79.266,48

Ethereum (ETH): +0,88%, US$ 2.479,43

BNB (BNB): +0,16%, US$ 699,08

XRP (XRP): -0,47%, US$ 1,48

Solana (SOL): +5,28%, US$ 99,45

Outros destaques do mercado cripto

Novo prazo para sacar. Em junho, a exchange NovaDAX comunicou que iria encerrar as operações no Brasil e deu um prazo para os investidores retirarem seus criptoativos da plataforma. A data limite era 30 de agosto. Mas cerca de 30% dos ativos ainda permanecem na corretora. Por causa disso, a firma disse em nota encaminhada ao InvestNews que estendeu o prazo para os saques até 30 de setembro. Após o fim da janela, os ativos remanescentes serão convertidos em reais.

Stablecoin: o Pix global. Está rolando em São Paulo, nesta semana, a Febraban Tech, evento de tecnologia e inovação do setor monetário. E cripto também entrou na conversa, claro. Segundo a Avenue, plataforma de investimentos no exterior para brasileiros controlada pelo Itaú, as stablecoins têm potencial para virar o Pix dos pagamentos internacionais. A lógica é parecida: baixo custo, transações rápidas e funcionamento 24 horas por dia, sete dias por semana.

Sanção cripto no Irã. As criptomoedas também entraram na mira do governo dos EUA na nova ofensiva econômica contra o Irã. O Tesouro americano anunciou sanções secundárias contra setores que ajudam a gerar receita para o país, incluindo o mercado de ativos digitais, e também bloqueou endereços de criptos ligados a pessoas sob sanção. Segundo o governo americano, os EUA já apreenderam quase US$ 1 bilhão em tokens associados ao Irã.

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Esta notícia foi originalmente publicada em:
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Autor: Lucas Gabriel Marins

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